A força da palavra

A força da palavra

Por Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)

Um dos elementos que mais freqüentemente utiliza o homem, tanto para fazer-se entender como para estabelecer uma relação harmônica com seus semelhantes, é a palavra, que é condutora do pensamento individual e contribui em muito para a formação do próprio conceito.
A importância de que ela se reveste, ou melhor, que ela assume na vida, evidencia-se em múltiplas formas, e quanto mais respeitável é a posição do que fala, tanto mais confiança inspira sua palavra. Se não sofrer modificação alguma, se manterá como elemento de juízo para prestigiar o conceito de quem a pronuncia.
Quando a palavra é pronunciada para manifestar uma convicção, definir uma atividade ou uma situação, ou expressar um sentimento, e leva em si o sadio propósito de oferecer aos demais a oportunidade de conhecer o pensamento que a anima, tende sempre a superar o conceito de quem a emite.

Quem pensa bem se esforça em falar melhor

Outra coisa acontece com aquela que é pronunciada com a intenção de enganar ou que surge sem reflexão, num impulso fugaz, porquanto costuma afetar ou ferir os que a ouvem, ainda que nada tenham a ver com ela. O só fato de escutá-la lhes causa mal-estar, contribuindo,conseqüentemente, para que se elabore um juízo adverso a respeito de quem a expressou.
Quem pensa bem se esforça em falar melhor. Será benéfico, então, aprender a sincronizar os movimentos da mente com a expressão oral, de modo que a palavra seja a condutora fiel do pensamento. Isso fará com que a palavra se revista de interesse, contrariamente ao que ocorre quando se fala sem pensar no que é dito, pois, nesse caso, a palavra costuma parecer vazia ou sem sentido.
Se quiséssemos apresentar uma imagem que refletisse com mais vívido colorido o mecanismo da palavra, teríamos de imaginá-la como um vagão que, à medida que passa pelo conduto vocal, é preenchido com o pensamento que formará seu conteúdo.
Em síntese, a palavra é um dos elementos com que o homem pode conquistar sua felicidade ou causar seu infortúnio, segundo sejam as manifestações de seu próprio espírito.

Trechos extraídos de artigo da Coletânea da Revista Logosofia, Tomo III, pág. 221

Pensador e humanista, Carlos Bernardo González Pecotche nasceu em Buenos Aires, Argentina, em 11 de agosto de 1901. Com apenas 29 anos, reagindo contra a rotina dos conhecimentos e sistemas usados para a educação e a formação do ser humano, deu nascimento à Logosofia, ciência de profundo significado humanístico.

Autor de uma vasta bibliografia, pronunciou também inúmeras conferências, muitas das quais ainda inéditas. Demonstra sua excepcional técnica pedagógica com o seu original método, que ensina a desvendar os grandes enigmas da vida humana e universal. O legado de sua obra abre o caminho para o cultivo de uma nova cultura e o advento de uma nova civilização que ele denominou “civilização do espírito”.

estou no mundo como os demais homens da terra e, assim como a eles, foi-me dada a oportunidade de conhecer, penetrando em todos os ambientes, tudo quanto possa interessar a meu propósito, a meu propósito de bem, que é a grande obra de superação humana que venho realizando.

Publicado originalmente em:

http://www.logosofia.org.br/artigos/default.aspx

~ por arauto do futuro em outubro 25, 2008 sábado.

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