OS SENHORES FEUDAIS DO SÉCULO 20 E 21


OS SENHORES FEUDAIS DO SÉCULO 20 E 21 – Blog de Ergon Abraham

Os senhores feudais do capital explorador e predador da humanidade agora pensam em criar um muro eletrônico para proteger-se de eventuais ataques de mísseis. Desconhecem que a maior ameaça está dentro de suas própria muralhas?

Enquanto isso, os Estados Unidos e os países europeus membros da OTAN não chegam a um acordo sobre a forma de atuação das forças de paz neste século. Para o subserviente secretário-geral da ONU, Koffi Annan, a soberania não pode ser um escudo e as operações de intervenção humanitária devem ser intensificadas.

A tese não vai encontrar apóio nos Estados Unidos. George Walker Bush prega soluções regionais para conflitos localizados. Bush defende que os Estados Unidos reforcem suas Forças Armadas, apóia a construção de um escudo anti-mísseis e quer usar seus soldados apenas para ganhar guerras em defesa de interesses vitais para o país. O modelo imperialista de Bush é a Guerra do Golfo (1991) liderada à distância segura por seu pai. A política de Bush é compelida a atender fatores que não são do conhecimento público e que aqui reiteramos:

1. Bush precisa atender a qualquer custo os interesses econômicos e políticos de seus tutores que são empresários do petróleo e do aço, e políticos da extrema direita. Bush tem fortes amarras com os conservadores ingleses e com os financistas judeus. Toda sua política e suas ações estratégicas são teleguiadas por estes senhores.

2. Bush precisa acobertar fatos acontecidos em 1975 que envolvem seu pai e a CIA e que podem desmoralizar a credibilidade internacional dos títulos emitidos pelo governo dos Estados Unidos, os famosos Treasury Bonds and Bills. Como decorrência, o valor do dólar e a credibilidade do sistema financeiro internacional podem desmoronar.

3. Bush precisa desviar a atenção do povo americano para fatores externos. Nada melhor do que a “guerra contra os terroristas”, contra o Iraque e contra Deus sabe quem. Dessa forma pode adiar o escândalo que vai acontecer quando se identifiquem, além dos loucos e desesperados fanáticos muçulmanos, os verdadeiros culpados pelos atentados de 11 de setembro.

4. Bush precisa evitar a eminente revolução social que pode acontecer nos Estados Unidos a qualquer momento. Por isso, está obsessionado em manter em suas mãos os poderes especiais, nada democráticos, que conseguiu obter do congresso em decorrência dos atentados de 11 de setembro. Esses poderes estão sendo usados para combater os movimentos internos que pretendem o retorno dos Estados Unidos aos ideais maiores de seus fundadores.

Creio oportuno citar, neste momento, a íntegra de uma carta aberta que Bernard Law, cardeal arcebispo de Boston, enviou ao presidente dos Estados Unidos, George Walker Bush.

“Senhor Presidente:

Conte a verdade ao povo, senhor Presidente, sobre o terrorismo. Se as ilusões acerca desse tema não forem desfeitas, então a ameaça continuará até nos destruir completamente. A verdade é que nenhuma das nossas muitas armas nucleares pode proteger-nos dessas ameaças. Nenhum sistema “Guerra das Estrelas” (não importa quão tecnicamente avançado seja, nem quantos trilhões de dólares sejam despejados nele) poderá proteger-nos de uma arma nuclear trazida em barco, avião, ou carro alugado.

Nenhuma arma sequer do nosso vasto arsenal, nem um centavo sequer dos duzentos e setenta bilhões de dólares, isso mesmo US$270.000.000.000 gastos por ano no chamado “sistema de defesa”, pode evitar uma bomba terrorista. Isto é um fato militar.
Como tenente-coronel reformado e freqüente conferencista em assuntos de segurança nacional, sempre tenho citado o salmo 33: “Um rei não é salvo pelo seu poderoso exército, bem como um guerreiro não é salvo por sua enorme força”. A reação óbvia é: “Então o que podemos fazer? Não existe nada que possamos fazer para garantir a segurança do nosso povo?” Existe. Mas para entender isso, precisamos saber a verdade sobre a ameaça.

Sr. Presidente, o senhor não contou ao povo norte-americano a verdade sobre o porquê de sermos alvo do terrorismo, quando explicou por que bombardearíamos o Afeganistão e o Sudão. O senhor disse que somos alvo do terrorismo porque defendemos a democracia, a liberdade e os direitos humanos no mundo… Que absurdo, Sr. Presidente! Somos alvo dos terroristas porque, na maior parte do mundo, o nosso governo defendeu a ditadura, a escravidão e a exploração humana. Somos alvo dos terroristas porque somos odiados. E somos odiados porque o nosso governo fez coisas odiosas.

Em quantos países, agentes do nosso governo depuseram líderes eleitos pelos seus povos, substituindo-os por militares ditadores, marionetes desejosas de vender o seu próprio povo a corporações norte-americanas multinacionais?

Fizemos isso no Irã, quando os Marines e a CIA depuseram Mossadegh, porque ele tinha a intenção de nacionalizar a indústria de petróleo. Nós o substituímos pelo Xá Reza Pahlevi e armamos, treinamos e pagamos a sua odiada guarda nacional, Savak, que escravizou e brutalizou o povo iraniano para proteger o interesse financeiro das nossas companhias de petróleo. Depois disso, será difícil imaginar que existam pessoas no Irã que nos odeiem?
Fizemos isso no Chile. Fizemos isso no Vietnã. Mais recentemente, tentamos fazê-lo no Iraque. E, é claro, quantas vezes fizemos isso na Nicarágua e outras repúblicas na América Latina?

Uma vez atrás da outra, temos destituído líderes populares que desejavam que as riquezas da sua terra fossem repartidas pelo povo que as gerou. Nós os substituímos por tiranos assassinos que venderiam o seu próprio povo para que, mediante o pagamento de vultosas quantias para engordar as suas contas particulares, a riqueza da sua própria terra pudesse ser tomada similarmente aos casos Domino Sugar, United Fruit Company, Folgers e por aí adiante.

De país em país, o nosso governo obstruiu a democracia, sufocou a liberdade e pisou os direitos humanos. É por isso que somos odiados em todo o mundo. E é por isso que somos alvo dos terroristas.

O povo do Canadá desfruta da democracia, da liberdade e dos direitos humanos, assim como o povo da Noruega e da Suécia. O senhor já ouviu falar de embaixadas canadenses, norueguesas ou suecas a serem bombardeadas? Nós não somos odiados porque praticamos a democracia, a liberdade e os direitos humanos. Nós somos odiados porque o nosso governo nega essas coisas aos povos dos países de terceiro mundo, cujos recursos são cobiçados pelas nossas corporações multinacionais.

Esse ódio que semeamos virou-se contra nós para nos assombrar na forma de terrorismo e, no futuro, terrorismo nuclear. Uma vez dita a verdade sobre o porquê da ameaça existir e ter sido entendida, a solução torna-se óbvia. Nós precisamos mudar as nossas práticas. Livrarmo-nos das nossas armas nucleares (unilateralmente, se necessário) irá melhorar nossa segurança. Alterar drasticamente a nossa política externa irá assegurá-la.

Em vez de enviar os nossos filhos e filhas pelo mundo afora para matar árabes, de modo a que possamos ter o petróleo que existe sob as suas areias, deveríamos mandá-los para reconstruir as suas infra-estruturas, fornecer água limpa e alimentar crianças famintas.

Em vez de continuar a matar milhares de crianças iraquianas todos os dias, com as nossas sanções econômicas, deveríamos ajudar os iraquianos a reconstruir suas estações elétricas, as suas estações de tratamento de água, os seus hospitais e todas as outras coisas que destruímos e que os impedimos de reconstruir com as nossas sanções econômicas.

Em vez de treinar terroristas e esquadrões da morte, deveríamos fechar a Escola das Américas. Em vez de sustentar a revolta, a desestabilização, o assassínio e o terror por todo o mundo, deveríamos abolir a CIA e dar o dinheiro gasto por ela a agências de assistência.

Resumindo, deveríamos ser bons em vez de maus.
Quem iria tentar nos deter?
Quem iria nos odiar?
Quem iria querer nos bombardear?

Esta é a verdade, Sr. Presidente.
É isso que o povo norte-americano precisa ouvir.”


A globalização do planeta reduziu as distâncias entre os povos, mas também é responsável pela consolidação de um mercado global da violência. Com o fim da Guerra Fria, esperava-se que uma era de paz estivesse começando.

Mas os vís interesses dos líderes das superpotências incentivaram disputas econômicas, étnicas, territoriais e religiosas que mancharam de sangue o século 20 e apontam para um futuro semelhante.

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~ por arauto do futuro em novembro 23, 2008 domingo.

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