MORRO DO BAÚ – Parte II

Atualização: 04-12-2008

Retomadas operações de busca e resgate no Complexo do Baú – leia e assista reportagem do Jornal do Almoço de SC.

UM BAÚ ABERTO.

Todo mundo conhece, sabe o que é um Baú, o que nem todos conhecem é um lugar ermo, pacato, um exuberante prodígio vertiginoso da natureza, pousado sereno numa altitude considerável, erguendo-se a mais de 800mts acima do nível do mar, uma montanha que observada sentado a seus pés você pode ‘jurar de pés juntos’ que NUNCA sairá do lugar. Imponente havia em seu cume uma forma de baú, que foi ferozmente aberto, pelas mãos de quem pertence. A Suprema Natureza.

MORRO DO BAÚ E ITAJAÍ por magrufloriano.

Vista panorâmica do Morro do Baú a partir da cidade de Itajaí. Galeria de magrufloriano

Relato dos primeiros BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS que chegaram ao Baú.

Relatos dos jornalistas do Estado de São Paulo

QUANDO A MONTANHA VEIO A MAOMÉ.

Num verdadeiro dilúvio, que deixou sob ás águas mais de 90% da cidade (na foto), e que arrebata a imaginativa expectativa do ego humano de ‘controle e dominação’ da Natureza uma montanha desabou em impressionantes 4 mil pontos, comparável a um vulcão só que ao invés de lava a movimentação da terra molhada expeliu lama e lodo gelado por todos os lados, desde seu cume até a base.

Multipliquem isso por aproximadamente 27 municípios com uma geografia montanhosa onde milhares de quilômetros de terra desabaram, mudando a geografia do litoral norte catarinense e não é nem preciso mapa de satélite para constatar isso, tem pedra de 200 toneladas no meio de estradas, e ainda hoje, estradas antes asfaltadas mais parecem pistas de rally.

Sempre ouvi dizer que ‘se a montanha não vai a Maomé, Maomé vai até a montanha’, mas se Maomé também não for? Maomé ficou, nós somos os Maomé’s. As montanhas vieram e continuam vindo e a previsão estima que continue a chover por 10 dias ou mais e é apenas a estimativa em Santa Catarina. Sabe-se   que será um verão de Lestadas, e bem chuvoso. Isso nem precisa de metereologista, quem mora no litoral conhece os seus sinais temporais.

SÍMBOLOS, MONTANHAS E BAÚS

As montanhas têm um simbolismo quase mágico, quem visita o topo de uma montanha conhece, sabe o que é, mesmo que não possa expressar. Um baú também pode ser o símbolo do lugar onde se guardam as ‘coisas’ ou como diria o poeta “onde perde-se as coisas vistas”. Muita gente perdeu as coisas vistas neste baú, tudo aquilo que era a ‘imutável e rotineira’ vidas das pessoas veio abaixo, com baú e tudo o mais que tinha perto, essa foi, digo, é ainda hoje uma trágica enchente bem diferente porque caem todos os dias do céu.

São 18 finais de semana com chuvas castigantes, quase 60 dias a qual se seguirão doenças pestilentas (SC tem 11 pessoas com suspeita de leptospirose), parece alguma profecia ‘absurda’ que você já tenha ouvido ou lido? Não é mais. Esta cumprida, assim como outras e as que estão porvir.

Isso parece apavorante? E é. As cenas são chocantes para um país que se orgulhava até pouco tempo antes do furacão ’Catarina’, de não ter furacões, tufões, terremotos… Como a mudança é a única coisa que permanece certa e imutável, hoje amargamos furacões, terremotos, tufões, enchentes gig”d”antescas.

Mas nem tudo está perdido, somos seres adaptáveis por natureza, olha ela aí, impossível separar a natureza de nós, ou nós dela, somos intrinsecamente conectados, e conseguiremos sobreviver, viver, sim é possível, mas apenas se agirmos rápido, porque o Planeta e a Natureza sobreviverão, eles têm todo o tempo do mundo para se adaptarem, nós é que não.

PROCELAS

“Na era das grandes navegações, a palavra “procela” entrou para o vocabulário da língua portuguesa.
Procelas são as fortes tempestades que se formam em alto-mar.
Na semana passada, uma procela se adensou, não sobre o oceano, mas nos céus da próspera Santa Catarina.
Quando ela despencou sobre as cidades, foi com uma fúria e constância jamais vistas, mesmo numa região historicamente sujeita a precipitações caudalosas e enchentes.
Apenas na Blumenau dos laboriosos imigrantes alemães, caíram, em cinco dramáticos dias, 300 bilhões de litros de água. Sim, bilhões – o suficiente para abastecer a cidade de São Paulo durante três meses..
Outra comparação é ainda mais impressionante: se esse volume hídrico fosse despejado dentro de uma torre com uma base de 1 metro quadrado de área, a construção teria de ter 300.000 quilômetros de altura – quase a distância entre a Terra e a Lua.” …
http://veja.abril.uol.com.br/031208/p_084.shtml

Autoria e edição da compilação de imagens: Priscila da comunidade Orkut Santa Catarina.

E A ARCA AFUNDA…

Observando não muito longe, os acontecimentos bem recentes, as informações vindas à tona pela internet por pessoas reais, pesquisadores e cientistas idôneos e dissidentes que não concordam com os ‘acobertamentos’ em geral; as notícias veladas pela mídia convencional onde é perceptível a trama emaranhada montada e encenada para manter as pessoas alheias e anestesiadas, começamos a enxergar por trás dos bastidores e com um olhar mais atento a apresentação de Cofres de ‘fim do mundo’, bankers na Noruega e em outros locais, HAARP, CHEMITRAILS, Codex alimentarius, vacinas sob suspeita, envenenamento dos alimentos, rios e mares com guerras: bélicas, biológicas, bioeletromagnéticas, acobertamentos em todas as direções quanto as das capacidade humanas, com políticas de desinformação programada ‘’sub liminar mente’’. Alguém aí liga os pontos?

Estão subestimando a humanidade. Tem a nós como números em suas planilhas, consumidores de seus produtos numa amedrontadora e esmagadora rede de interesses onde quem manda é as grandes corporações que intimamente interligadas, tem por trás de suas mãos de ferro, os mesmos ‘donos’ com um só intento, lucrar e salvaguardarem a si mesmos. Para estes não somos pessoas, somos gado, mas enganam-se redondamente. E, sabedores disso têm medo que os descubramos seus planos.

E eles têm um plano, nós não. O plano deles não inclui você ou eu.

Eles têm a informação e sonegam, pois temem o que pode acontecer se forem ‘descobertos’ em sua amplitude, pois são a minoria.

Tudo que vai acontecer agora é pior que a tragédia das enchentes ! 

Não falta muito para que a farsa das alterações climáticas, que a exemplo das religiões, infligem culpabilidade nas pessoas com intuito de mantê-las sob controle deixarem de ser o ardiloso artifício usurário de que se valem as ‘otoridades’. As ‘otoridade’ também serão atingidas, a diferença é que eles sabem disso e estão se preparando para a fúria dos ciclos de realinhamento dos planetas, enquanto nos embalam com a canção do aquecimento/resfriamento global.

Sabem da aproximação destes ciclos, pois já é percebida sua presença pela anomalia que causa em outros planetas do nosso sistema, os telescópios já mostram e em breve veremos no céu, mas antes de ver já sentimos na pele, como ‘anomalias climáticas’ aqui neste pequeno Planeta Azul. Inegável é que com a globalização e a aceleração do ‘crescimento’ quase viral, o mesmo sistema viral que faz com que nossos corpos sejam flagelados por doenças jamais imagináveis há poucas décadas passadas, numa exemplar demonstração de que somos interligados, a natureza planetária responde adiantando os processos devastadores que se aproximam. E já vemos manifestados.

E, enquanto isso, olhamos o dedo que aponta a lua. E deixamos de perceber e nos preparar para o que virá, ou melhor, já está.

TEMPO DE DESVELAR

Houve um tempo de velar, colocar o véu, houve o tempo de revelar, espessando o véu que impedia que enxergássemos o que será agora totalmente desvelado, retirar o véu, deixar a nu as Verdades é a chance de que existam gerações futuras.

Nós somos a geração que ainda pode mudar o mundo, os ‘sinais’ e ‘alertas’ estão soando nas vozes da Natureza, no rio que aumenta seu volume, no choro da chuva torrencial, nas pedras que rolam, no mar, no ar, na terra e no fogo, nós que estivemos cegos, surdos e mudos aos lamentos do grito preso na garganta da Natureza não podemos mais sair pela tangente, nem dar um jeitinho, seus gritos agora são ensurdecedores e não vão parar.

Será preciso muito trabalho para reconstruir os municípios atingidos em todo litoral catarinense, parte do paranaense e do rio-grandense, e as pessoas mais atingidas estão em ‘estado de choque’, oportunidade de ouro para gananciosos e inescrupulosos governantes fazerem uso do ‘poder do pesadelo’.

A maior crise que enfrentaremos não é a energética, muito menos a financeira, mas sim a crise das alterações climáticas. Só quem não é cego pode ver que será preciso muito, imensamente muito mais trabalho se quisermos que as gerações futuras tenham alguma chance em um inóspito planeta em reabilitação após o desvelo. Não digo nem penso se será possível sobreviver, e a exemplo da assombrosa catástrofe em Santa Catarina, muito dos sobreviventes e dos que sobreviverão a estas alterações climáticas terão inveja, pela penúria a que estarão submetidos, daqueles que partiram, mas como seres adaptáveis se reerguerão num futuro que de tão penoso não nós permitirá sequer pensar que algo que conceituássemos como problema nos dias de hoje possa sequer ser lembrado.

E O BRASIL RESPONDE

Mas isso pode mudar, podemos acordar deste conto de fadas ao inverso e preparar locais onde as pessoas possam ser abrigadas, a exemplo primoroso dos incansáveis que atendem a linha de frente das catástrofes climáticas em todo o mundo e que vieram aqui também auxiliar aos desalojados pelo clima (ONG que ajuda vítimas do Katrina chega ao Brasil);  a exemplo dos BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS ou não, muitos que também não tem mais o que perder e não perdem a força para ajudar outros em situação pior; militares (Hospital de Campanha começa a ser montado em SC) com 1 ou 30 anos de serviço que jamais viram tamanho horror se deslocaram de suas cidades para ajudar; cruz vermelha, (Cruz Vermelha Internacional inicia ajuda em SC) médicos sem fronteiras, e tantos outros incansáveis e anônimos voluntários que com esforços sobre humanos agem e ajudam SOLIDARIAMENTE sem olhar a quem. Aliás, solidariedade é a marca registrada tatuada na testa da maior parte do povo brasileiro. Claro que tem exceções àqueles inumanos que se aproveitam de situações trágicas saqueando da pior maneira possível com o aumento dos preços (aqueles que só pensam nos lucros), mas felizmente é a minoria, como pudemos observar. Com chuvas, produtos somem e preços disparam até 100%Preços altos devem ser denunciados

Parece que a Natureza começa a tomar de volta o que lhe pertence. O Planeta e a Natureza sobreviverão, eles têm todo o tempo do mundo, nós é que não.

MATAR A MORTE

A única saída parece ser ‘matar a morte’, a saída do buraco da Alice no país das maravilhas está escancarado em nossa frente, a teia que sustenta a matrix, o ‘véu de Isis’ torna-se cada vez mais transparente, somos a experiência da consciência que cria e recria, somos nossa mais primorosa criação, matar a morte não é acreditar que somos seres espirituais e imortais, é saber que o somos. É saber que é a nossa parte imortal o Sopro que anima nossa vida. Aqueles que recordarem isso já mataram a morte. E encontrarão a maneira de adaptar-se para manter a vida, porque não se preocupam em manter Sua vida , sabem que se o outro tiver chance, ali uma parte de cada um permanecerá independentemente de quem ou quantos sobrevivam.

Em tempo, a defesa civil mudou o site ‘oficial’ das informações para: www.desastre.sc.gov.br que apesar de bem organizado poderia ter um nome mais interessante que ajudasse a levantar a estima das pessoas e estimulasse a ajuda como por exemplos: solidariedade.sc.gov.br ou reconstruir.sc.gov.br. Ou outro qualquer que enfocasse qualidades positivas. Sinceramente, ‘desastre’ foi no mínimo uma sórdida infelicidade.

Serviços e Doações – do site www.desastre.sc.gov.br

Agora resta, secar as lágrimas, enterrar os mortos, arregaçar as mangas e reconstruir com mais respeito e cuidado para não violar o organismo vivo que é a Terra, Pensar global sem esquecer agir ‘localmente’ exigindo resposta às perguntas interessantes, que estão aqui: Tragédia de Santa Catarina – Perguntas as “otoridades”.

Notícias:

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~ por arauto do futuro em novembro 30, 2008 domingo.

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