DESABAFO DE UMA CATARINENSE

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DESABAFO DE UMA CATARINENSE

 “Relatos históricos provam que as enchentes em Santa Catarina ocorrem de tempos em tempos. Portanto, houve tempo suficiente para o Estado investir em prevenção para minimizar as conseqüências das cheias. A tragédia que se abate sobre Santa Catarina é reflexo da ingerência política que assola a nação. Excesso de cabos eleitorais sem formação adequada e ocupando postos que deveriam ser ocupados por técnicos altamente qualificados, aprovados mediante concurso de provas e títulos como engenheiro civil, especialista em construção de pontes, rodovias e barreiras de contenção. Enquanto o Estado encharcava, a classe política catarinense se preocupava com as eleições municipais.

Agora, enquanto a nação se mobiliza em prol dos flagelados catarinenses, a classe política busca tirar proveito da situação pensando em 2010. Tem deputado estadual pedindo que sejam entregues donativos no gabinete dele, ou seja, quer se promover à custa do cidadão brasileiro mais uma vez. O presidente Lula só apareceu por aqui cinco dias depois do início da tragédia, esquecendo-se que o Estado recebeu a sua filha Lurian e o seu genro, apadrinhado político da Assembléia Legislativa de Santa Catarina, não gerador de emprego e renda.

Nós, contribuintes anônimos e sem cartões corporativos, que estamos emocionalmente abalados com a tragédia e tentando minimizar a dor dos nossos irmãos atingidos pelas chuvas, precisamos nos unir urgentemente. Primeiro, para fiscalizar a entrega dos donativos e a aplicação dos recursos, uma vez que lendas urbanas contam que recursos financeiros e caminhões e caminhões de donativos foram desviados nas enchentes de 1982/83, especialmente produtos europeus como casacos e cobertores.

Em segundo plano, vamos fazer uma corrente através da internet, pedindo que todos os que estão colaborando em todo o Brasil saiam as ruas em determinado dia exigindo mudanças políticas, como fim da reeleição, da corrupção, da terceirização dos serviços públicos, dos cartões corporativos, do apadrinhamento político e a elaboração de leis rígidas para punir os responsáveis pelo desvio de bilhões e bilhões dos cofres públicos (confisco imediato dos bens adquiridos com o dinheiro desviado e banimento definitivo da política).

Por fim, enquanto obras de engenharia das antigas civilizações, como as pirâmides egípcias, os aquedutos romano e tantas outras não menos importantes, servem de testemunhas da história, as nossas barreiras desabam e as nossa pontes caem.”

DILCEIA WANDERLINDE (Florianópolis, SC)

 

~ por arauto do futuro em dezembro 8, 2008 segunda-feira.

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