CATARINA – 5 anos depois…

catarina1

Furacao Catarina.  Primeiro furacão registrado no Oceano Atlântico sul,  27.03.2004  Furacão categoria 1.  Na foto, próximo ao litoral de Santa Catarina.

5 anos depois do furacão Catarina

país ainda não faz

medição oceânica no Sul

PABLO SOLANO
GUSTAVO HENNEMANN
da Agência Folha

Quase cinco anos após o furacão Catarina, a costa do Sul do Brasil ainda não possui boias meteorológicas para medir eventos climáticos com maior precisão. O instrumento poderia ser usado, por exemplo, para dar mais informações à Defesa Civil sobre um ciclone que está próximo e em formação e colocou o Estado em alerta.

A boia é formada por instrumentos que funcionam como uma estação meteorológica no meio do oceano. As informações climáticas, como temperatura, velocidade dos ventos e pressão, são transmitidas via satélite ou para um centro de previsão no continente.

Em 2004, a previsão era que o Catarina tivesse rajadas de até 100 km/h. Elas chegaram a 150 km/h, provocando destruição em 23 cidades.

O diretor do Inmet (Instituto de Meteorologia), Antonio Divino Moura, disse à época para a Folha que os técnicos do órgão subestimaram o potencial dos ventos e que, caso tivessem ao menos duas boias meteorológicas na costa catarinense, teriam mais capacidade de prever o fenômeno climático.

A única boia que existia no Sul brasileiro estava nas proximidades de Rio Grande (RS), mas foi retirada em 2006 para manutenção.

A instalação dos equipamentos no mar brasileiro é uma responsabilidade da Marinha, por meio do Pnboia (Programa Nacional de Boias).

O coordenador do programa, Marcelo Fricks Cavalcante, afirmou que três boias serão instaladas até junho entre Rio Grande (RS) e Cabo Frio (RJ) ao custo total de US$ 630 mil. Uma será colocada na costa catarinense, para medir fenômenos climáticos como ciclones e o furacão Catarina.

De acordo com o professor da área de instrumentos meteorológicos da UFPEL (Universidade Federal de Pelotas), João Carlos Torres Vianna, uma boia, com certeza, contribuiria para a previsão de fenômenos na região Sul, onde a interação entre oceano e continente é importante, mas não resolveria os problemas de enchentes ou vendavais.

12/01/200923h12


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O que já publicamos no arauto do futuro:

~ por arauto do futuro em janeiro 13, 2009 terça-feira.

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