24 de agosto 2009 – Introdução à Consciência.

Introdução à Consciência.

A história nos ensina que nenhuma mudança transcendente provém das cúpulas, e sim das bases. Umas bases doloridas, sensíveis e despertas que sempre tem estado adiante das raízes atávicas que mantêm – até o presente- unido o ser humano ao mito. Entendemos por mito o conjunto de crenças e imagens que se formam ao redor de um personagem ou fenômeno e o convertem em modelo ou protótipo. E ainda que poderia parecer que não é assim, o mito acampa ao longo de nossa cultura global, mais além do espaço religioso.

Estou firmemente seguros que a voz de um expert confirmaria que a propensão humana ao mito (quer sejam na política, ciência, cultura, religião, etc) se deve à imaturidade em que invariavelmente temos estado submetidos. Poderíamos dizer que tudo isso é produto de nosso analfabetismo espiritual, à ausência de uma cultura espiritual sobre nós mesmos.

Esse analfabetismo espiritual é gerado pela negligência do ser humano (entretido em outros afazeres imediatos, precisamente originados -na maioria das ocasiões- por sua imaturidade), e pela inteligente ação de quem cria religiões grupais nas quais o ser humano sempre tem uma posição desvantajosa.

Será, pois, fácil de compreender que se nas questões mais elementares (quem sou e o que faço aqui, qual minha relação com o criador/a, etc)  existe uma perversa falta de instrução que estimule à formulação de todo tipo de questões, no restante de âmbitos cotidianos, o proceder é – desgraçadamente- muito similar. Definitivamente, não crescemos educados para questionar, para subverter, mas sim para acoplar-nos ao estabelecido, para acatar e aceitar respostas que se confeccionaram pelas mãos e vozes dos que receberam a bendição do poder.

Os tempos da humanidade podem ser cambiantes e ir ‘ queimando’ etapas, porém o fato mitológico permanece com insistência. Às vezes disfarçado de admiração a um personagem (não somente do mundo de espetáculo), de apoio a uma causa injustificável, de participação em uma sangrenta tradição, em um ritual religioso e de submissão. Mais sofisticadamente, nos salões onde se mistura o dinheiro com a geoestratégia, a tecnologia , a saúde, ou cosmos, o mito adquire outro disfarce, e se veste de impecável senhor que poucos se atrevem a contradizer, sob pena de serem qualificadas de desleais, loucos, etc.

O poder nunca foi generoso, nem flexível às exigências dos tempos críticos, e as bases que são progressistas o sabem. Bases que – não obstante-,  dadas as características especiais do momento histórico em que nos encontramos, parecem não haver entendido bem que seu processo de criticismo para o sistema deve começar por um reflexivo questionamento do procedimento crítico que aplicam.

E deve ser porque estes procedimentos, não poucas vezes, são articulados de maneira irreflexiva, viciados pela cultura residual de tantos e tantos anos de condicionamento por causa do mito:

“Se aparece um nova ciência que trata de abarcar outras e unificar campos que expliquem fenômenos de diversa natureza, esta é taxada de engano.

“Se ao falar de inteligência não-humana se responde com uma cara irônica e se descarta toda a seriedade e da investigação. Em outros casos, quando o fenômeno de inteligência extraterrestre já tem-se assimilada, a resposta imediata é acusar de conivência com os inimigos do gênero humano.

“Quando se coloca em dúvida algum dogma religioso, aquele que questiona é qualificado anticlerical transnoitado. Se é no terreno político e se receia das versões oficiais, então haverá que aceitar que se nos acuse de defender o islamismo radical …

Definitivamente, todo intento de comover, de agitar a perspectiva assentada da realidade, é contestada desde um irracional pré-juízo.

Todas estas respostas rebatidas (imediatas, reativas, imprudentes) não são mais que pobres reações emocionais defensivas da ordem estabelecida, que tomam forma de conteúdos intelectuais indeléveis, de resistência ao conhecimento. É, nem mais nem menos, que uma ação de blindagem por parte do próprio sistema, que tem em todos os seus indivíduos (enquanto não se realize um descondicionamento), sua melhor defesa.

Por desgraça, os fiéis crentes nos dogmas acadêmicos, da cúria, da retórica política, a verdade é indomável e não consente que a encaixote por muito tempo.

E a verdade tomou forma de consciência individual,  com aspirações globais. Uma consciência eternamente solteira e independente. Uma consciência que empurra o indivíduo a empreender o caminho da introspecção, onde possam ser detectados esses fantasmas do analfabetismo que nos levam a condenar todo intento de romper os grilhões do imobilismo, da ignorância. Eu gosto de descrever a Consciência, assim, com maiúsculas, como uma senhora de cabelo grisalho impossíveis de enganar, inconformista. Sim,  quer tudo. Tudo o que lhe pertence, que é tudo. Porque a matéria já tem experimentado por si só que, substituindo a nobre senhora por mitos inquestionáveis  (em todas suas variadas formas), progresso, ou o que se diz progresso, não haverá.

Consciência propõe que o ser humano deixe de olhar seu umbigo carnal, e que considere o lugar que queira ocupar em toda a criação. E que ocupe este lugar com completa responsabilidade. Deseja que recupere a capacidade de observação, mutilada por anos de soberania cedida a outros que observavam por nós. Ela quer que deixemos de perverter a linguagem, pois somos vítimas suas.

Aspira, Consciência, a que dinamitemos a mal chamada ‘ realidade’, e que façamos conjecturas sérias sobre os cenários confluentes que temos adiante:

1- um planeta em crise. O termo ‘ crise’ ainda que tenhamos adicionado uma aura emocional negativa, significa mudança e oportunidade. E visto as condições em que a humanidade tem se desenvolvido nos últimos milênios, toda crise deveria ser bem vinda. Definitivamente, um sistema cujo estandarte parece ter esgotado.

2- um inegável incremento da atividade relacionada com fenômeno da inteligência não-humana e seus objetos voadores.

3 – a entrada em um ciclo cósmico – ao menos a níveis galácticos-  que acaba expressando-se diretamente na matéria terrestre e humana. Suas conseqüências estamos experimentando desde alguns anos, e pode que  inclusive – a níveis sutis- no surgimento da consciência.

Todos estes elementos – que não são pouca coisa – são motivos mais que suficientes para partir de uma premissa: esquecemos que aprender não é coisa da escola, e sim de toda a vida. Aprender a aprender significa não partir da hostilidade, nem da apatia ou do conformismo. Aprender, como nunca antes necessário, é observar – desde a solteirisse cultural – sem mais delongas, aprender é viver .

Written by Star Viewer

Tradução Livre: Equipe Arauto do Futuro.

Link para outras traduções:   AQUI

Original em espanhol, na fonte: AQUI


~ por arauto do futuro em setembro 1, 2009 terça-feira.

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