A SELVAGERIA.

A SELVAGERIA.

Enquanto assistimos estarrecidos a selvageria

que nossa humanidade é capaz de cometer,

devemos ter o cuidado de não considerar isso natural

de nossa espécie mas, pelo contrário,

aproveitar para considerar as verdadeiras causas do evento.

Recluir a consciência no âmbito físico e criar uma civilização

que educa nossa humanidade para pensar só em si mesma

e no conforto são as verdadeiras causas da selvageria.

Quando sejamos capazes de exorcizar de dentro de nós mesmos

todos os vestígios de selvagem egoísmo

então teremos um mundo que trabalhará de forma incessante

em nome do bem comum.

Até lá, de nada adiantará tentar nos convencer

de que o perigo está longe, porque é íntimo,

vem de dentro dos próprios pensamentos e sentimentos.

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Observe a irritação alheia com distanciamento, evite contaminar-se com a mesma ainda que os ataques sejam frontais e diretos. A irritação só se resolve desintegrando-a com divina indiferença.

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A grandeza de uma pessoa se mede pela sua capacidade de enxergar além dos detalhes irritantes e, dominando a situação e seu próprio caráter, continuar em frente na direção de objetivos elevados e dignos de realizar.

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O processo de construção de uma vida maior e melhor não encontra facilidades, apenas obstáculos e limitações. Pois então você terá de fazer amizade com essas condições, que ajudarão a abrir as portas pertinentes.

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Os ressentimentos não se resolvem com violência e na atualidade tampouco através de conversas sensatas. Os ressentimentos se resolvem usando a força de vontade para ir além do limite imposto pelos mesmos

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Você pode e deve ser maior do que as circunstâncias. Enquanto o mundo andar assim, louco e violento, você pode circular na mão contrária, esbanjando bem-estar, irradiando uma influência irresistível.

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As atitudes radicais só complicarão ainda mais um panorama que não comporta maiores complicações. Quando a tensão atingir o nível que você considerar insuportável, estique um pouco mais sua capacidade de tolerância.

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Conversas à toa podem transformar-se em discussões ferozes, de acordo com as circunstâncias da atualidade. Por isso, seria sábio você dominar sua língua, que normalmente é solta e diz o que passar pela cabeça.

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Certos conceitos não podem ser compreendidos teoricamente, você precisa dar o exemplo para que através do mesmo as pessoas percebam a praticidade do que teoricamente seria muito difícil de entender.

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Manifestar alegria com discrição será a melhor pedida da atualidade, porque o número de pessoas irritadas e prestes a perder a cabeça excede enormemente o daquelas que se sentem bem e tem amor para dar e vender.

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Você tem a oportunidade de dominar uma situação para lá de complicada. Porém, para isso você terá de fazer o supremo esforço de manter a cabeça no lugar no exato momento em que todo o resto das pessoas a perder.

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As pessoas não são objetos que podem ser controlados. Teoricamente, todo mundo é informado disso, mas na prática se espera que as outras pessoas obedeçam sem pestanejar aos comandos emitidos pelo desejo.

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As pessoas não vêem os objetivos grandiosos que se tornaram disponíveis porque elas não querem ver. Enquanto isso, sua alma lúcida terá de andar sozinha, desbravando caminhos que darão bons resultados a curto prazo.

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Fonte: Quiroga

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~ por arauto do futuro em janeiro 29, 2010 sexta-feira.

6 Respostas to “A SELVAGERIA.”

  1. A pergunta que mais faço a mim mesmo é: como fundar uma nova casa, como novo fundamento e novos pilares, sem retirar os antigos? Se eu os retiro, como é conveniente e mais que necessário, a casa cairá em cima de seu dono. Quem é capaz de suportar a ruína e ainda assim encontrar força para reconstruir a própria morada? E quem, apesar de tudo isso, ainda terá consciência para a fundação e os pilares corretos?

  2. O que quero dizer mais explicitamente que boa parte de nossa formação e configuração atual foi moldada, e bem moldada, dentro desse sistema. A quantidade de paradigmas tortos, de falsas projeções, de desconhecimento íntimo é incomensurável, assim como a falta de referências que nos apontem novos caminhos mais verdadeiros. Será preciso divulgar massivamente os novos (e verdadeiros)paradigmas, com muita simplicidade e clareza, para que as pessoas primeiro percebam sua escravidão óbvia, e depois saibam o que fazer para irem se estruturando dentro de paradigmas mais voltados à cooperação e divisão de recursos, ao contrário da disputa e o lucro.
    Se indivíduos mais lúcidos em relação a essas necessidades começarem a formar uma rede de cooperação, novas formas e modelos de estrutura comunitária vão surgir, implodindo o sistema atual de dentro para fora.

  3. Neste sentido, já que o pavimento do inferno é sempre feito de boas intenções que não se realizam, gostaria de me colocar disponível para colaborar com esse site e com as pessoas que pensam e vibram com ele. Assim, de minha parte, começo a formar minha rede e a me conectar com outras. Gostaria que alguém aí se apresentasse em meu e-mail se quiser, informando como posso colaborar.

  4. Bem,

    Diria que não existe paradigmas verdadeiros, mas sim os que servem e os que não servem. Os paradigmas não são os olhos que vêem, mas as lentes que usamos para ver. Mas as lentes mudam conforme a capacidade de nossa mente de assimilar o que lhe chegam de imagens.

    Já era previsto essa era materialista e “selvagem”. Mas é como um furacão: previsto, mas não permanente. Mas e o que ele nos deixará?? Nos deixará vida?? Nos protegeremos dele de forma cautelosa??

    Abçs!

  5. Eu creio que a verdade existe independente de a compreendermos melhor ou pior. A verdade atual facilmente verificável é que as pessoas são mantidas na fraqueza e na ignorância. O sistema atual as rebaixa, comprime, explora, confunde e as afasta da própria raíz e força. Isso não é compatível com o termo “humano”, não é adequado nem para os animais. Então, essa aberração, esse sistema escravocrata, vai desaparecer sem deixar vestígios. E a gente tem de ter força para morrer por isso se for preciso, porque desse jeito que está já somos uns zumbis mesmo, não faz muita diferença.

  6. Se nossa percepção da verdade é relativa, não é por isso que a verdade será relativa em si mesma.

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