A FALA E AS CRIANÇAS.

A FALA E AS CRIANÇAS.

Enquanto isso,

aqui na Terra nossa humanidade fala muito,

mas diz pouco.

Todos deveríamos questionar seriamente

o conteúdo do que falamos para restringir

as bobagens feitas palavras que de tanto ser repetidas

acabam acontecendo.

Para fazer isso poderíamos, por exemplo,

nos colocar imaginariamente na frente de uma platéia

de crianças e conferir se o que queremos falar

seria de algum interesse para elas.

Se nossa humanidade adulta

não tiver nada de bom para dizer às crianças,

melhor seria que fechasse a boca e se abstivesse de falar

até o momento em que suas palavras pudessem transmitir

algo do interesse delas, que são o futuro.

A nós, adultos,

nos disseram muita bobagem em tom sério e assim nos foi.

Para que repetir o erro?

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Sobram argumentos para você fazer algumas acusações. Porém, isso não faria com que a situação fosse solucionada e, além disso, começaria uma espécie de guerra cujos resultados seriam absolutamente imprevisíveis.

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Seria inútil você buscar culpados pela tensão que sente, porque ela vem de dentro. Por isso, em vez de gastar tempo e complicar-se com a busca de culpados, procure respirar fundo e descobrir a utilidade dessa tensão.

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Ninguém disse que o momento atual seria fácil. Porém, nada fácil nunca aconteceu jamais com alguém que desejasse obter conquistas substanciosas. O grau de dificuldade é, também, a medida do sucesso possível.

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Ainda que certas pessoas deixem sua alma agitada e nervosa, porque tocam em pontos que você não gostaria de ver expostos, mesmo assim será necessário conter-se ao máximo para não iniciar nenhum tipo de conflito.

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Pela boca morrem os peixes, a curiosidade matou o gato, para todo ser vivo há um ponto fraco que conduz até os maiores perigos. Seria o caso de você se perguntar qual seria este ponto fraco em sua alma?

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A grande aventura de nosso tempo é dominar a mente. Pense bem, se uma imagem pode ser perturbadora e mudar seu humor, você também poderia dedicar-se a imaginar o que for de seu agrado para dominar a mente e o humor.

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Por enquanto, os grandes vôos estão cancelados para que sua alma se concentre na manutenção das obrigações que estruturam a vida cotidiana. Isso parece pouco, mas sem o cotidiano nunca mais haveria grandes vôos.

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Paradoxalmente, quanto mais sua alma se aproximar de uma grande conquista, mais também as pessoas próximas criticarão e colocarão obstáculos, as mesmas pessoas que supostamente deveriam ajudar e incentivar.

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Quanto mais se aproxima o momento de tomar decisões importantes, maior é a pressão também. Porém, deveria você, por isso, achar que algo está errado? Anormal seria se sentisse a alma leve e descontraída.

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Passado e porvir estão em conflito e enquanto não se tomarem medidas e atitudes eficientes continuará a pressão e tudo permanecerá paralisado. Agarrar-se às conquistas do passado é evitar o porvir desconhecido.

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O que você fizer, faça-o com absoluta discrição, porque tentar mostrar serviço criaria conflitos desnecessários que atrasariam o processo todo. Nada de alarde, nada de exibicionismo, o silêncio será seu melhor aliado.

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Suas principais exigências precisam ser feitas com a maior elegância possível, para que as mesmas não provoquem conflitos que desviariam a atenção e diminuiriam o impacto dessas exigências. Você merece o que merece.

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Fonte: Quiroga

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~ por arauto do futuro em fevereiro 19, 2010 sexta-feira.

2 Respostas to “A FALA E AS CRIANÇAS.”

  1. Uma grande verdade. Geração após geração e os erros permanecem e se perpetuam. Cabe a cada um mudar essa realidade.

  2. Caro arauto, esse espaço que criou é muito inspirador, com certeza uma bússola e um anúncio sobre um possível futuro melhor a se construir. Eu chamaria de convite que não se deve subestimar. Minha razão pode ainda dizer: mas afinal o que são cento e poucos mil visitantes, sendo que a maioria nem fica para participar e ir tecendo histórias melhores e factíveis para si mesmas? Algo me responde que certamente o que importa é a qualidade do que pode ser feito entre os poucos que ficam.
    Meu filho mais velho, que tem apenas dez anos, acaba de me dizer que “afinal, tudo pode nos ensinar: livros, filmes, músicas e até videogames”. Eu respondo pra ele que sim, desde que tenha algum sentido, que lhe prepare para a vida, que lhe acrescente alguma coisa verdadeira. Eu fico esperançoso com estas crianças, porque elas já nasceram percebendo mais. E fico temeroso, porque também não sabem, nem são ensinadas a saber, sobre as terríveis e bem colocadas armadilhas que as esperam. Armadilhas que sabem sorrir, antes de lhes engolir os sonhos e esperanças, antes de diminuí-las e dividi-las em muitas partes, jogando cada uma para um lado. Depois, fica mesmo muito difícil se recompor. A turma que organizou a bagunça é mesmo muito competente.
    Como o assunto é mesmo a qualidade do que pode ser feito entre “os que ficam”, eu me pergunto se não podemos começar a organizar uma rede de pessoas confiáveis para trocarmos informações em nossas buscas primeiramente e, porque não, depois de conhecidas, realizar projetos profissionais que esclareçam a sociedade e lhe dê paradigmas melhores.
    Eu cheguei a comentar aqui que “não se ganha, nem se deve ganhar dinheiro com a verdade”. De fato, acho que religião, métodos iniciáticos e filosofia não combinam com dinheiro. Todos que tentam fazer isso, cedo ou tarde se ferram e há um bom motivo. Mas a consciência gerada por estes três pilares precisa ser expandida. Dentro da atual sociedade, isso é feito com produtos, principalmente os culturais. E o que é um bem cultural? Pode ser até um brinquedo. Não importa, importa é o que ele é capaz de agregar em sua essência, de fato.
    A gente, pra se curar de tanta porcaria, precisa começar a se alimentar de coisas melhores para o espírito. Precisa trabalhar com o que se sonha, ter consciência de que o que se produz não é em vão, ou pior, não vai realimentar o sistema de volta.
    Mas para realizar isso, precisa se inserir numa rede de pessoas confiáveis e esclarecidas o suficiente para trocarem informações, buscarem apoio e soluções, reinventar as saídas.
    Pense no peso do que já escreveu. Porque o que escrevemos, à nós retorna. Pelo menos é assim comigo. Então, eu vejo cada vez mais que as boas idéias precisam vir ao chão.
    Tem pra todos os gostos, tenho certeza. Eu mesmo estou aqui na Amazônia e tenho todas as informações para quem quer efetivar uma comunidade sustentável, por exemplo. Tenho as informações, tanto os dados provenientes de estudos mais científicos, quanto àqueles relacionados aos saberes locais tradicionais, mas não o capital. Alguém conhece algum mecenas esclarecido por aí para nós iniciarmos os trabalhos? “Não, não conhecemos”. Bem, vocês sabem fazer o quê, então? “Ah, tal cara é professor, o outro é designer, outro ainda é jornalista”. Bom, vamos fazer uma publicação então, pode ser até um livro infantil. Eu fico imaginando como seria um livro infantil digno dos tempos que estamos vivendo.
    Pra finalizar, caro arauto (um bom amigo cujo rosto não conheço), gostaria que me respondesse sobre estas perspectivas, porque tuas inspirações são feitas para gerar alguma ação em quem as lê, entre outras coisas. No mais, sinceramente agradeço pelas tuas inspirações.

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