DECISÃO É SACRIFÍCIO DE DESEJOS.

DECISÃO

É SACRIFÍCIO DE DESEJOS.

A capacidade humana de tomar decisões

caminha de mãos dadas com o sacrifício dos desejos.

Enquanto nossa humanidade gasta seu tempo e recursos

na busca de satisfação para seus desejos pessoais,

ela se afasta das decisões que poriam seus pés

no caminho de construir uma civilização

digna de ser transmitida às futuras gerações.

A restrição desse vício só pode resultar de disciplina,

o que imediatamente pareceria diminuir o prazer.

Nesse momento surge a capacidade de decidir e,

concomitantemente, sacrificar a mera satisfação pessoal.

O tema é claro e óbvio, mas parecerá complexo e obscuro

por falta de vontade de assumir o quanto se perde

através do que pareceria correto fazer,

pensar cada um em si e no seu próprio e particular prazer.

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Sempre haverá uma brecha no tempo para que as coisas aparentemente impossíveis de solucionar sejam superadas. Pois bem, o momento é agora e, como sempre, não durará muito, requer velocidade para ser aproveitado.

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Nada melhor do que o próprio exemplo para demonstrar um conceito teórico. As pessoas que dão sermões às outras, mas na prática não demonstram o que dizem, como se pode chamá-las? Hipócritas, talvez? Muito forte, não é?

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Tudo pode ser realizado, mas nada acontecerá sem o devido esforço. Quanto a isto, sua alma se esforça bastante na imaginação, o que não é tempo perdido, mas dessa vez será necessário arregaçar as mangas também.

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O sentimento confirmará a qualidade dos planos que você imagina. Porém, isso não garantirá o sucesso, você ainda terá de testar tudo na prática, tendo o cuidado de não revelar os planos com essa atitude.

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Um pensamento intenso não precisa de grande esforço para realizar-se. Desafortunadamente, nossa humanidade só pensa as coisas ruins com essa intensidade, sendo bastante tímida com as imagens de beleza e elevação.

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Treinar a mente para continuamente ganhar acabaria dando resultados muito duvidosos. É que nem sempre ganhar seria a melhor pedida. Por exemplo, ganhar uma gripe ou uma bofetada, que lhe parece isso?

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O ritmo cotidiano tende à banalidade, porém, isso pode ser mudado ao toque de atitudes nobres, aquelas que chamam a atenção não apenas por ser insólitas, mas principalmente por demonstrar elevação espiritual.

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A proximidade das pessoas pode gerar tensão mesmo que ninguém dirija a palavra a outrem. Acontece que há todo um mundo sutil e invisível, mas não por isso menos real, que vai muito além do limite físico da pele.

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Colha o fruto de seu esforço, o resultado do que foi plantado. Agora é propício meditar sobre os passos dados para aprimorar o futuro e escolher com mais cuidado as sementes que plantará a partir de hoje

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As boas coisas precisam ser mantidas em segredo, feitas na maior discrição possível. Normal seria compartilhar o bom com o maior número de pessoas, mas dadas as circunstâncias atuais isso seria contraproducente.

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Quanto mais gente melhor! Porém, melhor não enganar-se com o número, mas preferir a qualidade. Neste momento, é propício escolher a dedo as pessoas que você permitirá transitarem pelo seu mundo particular.

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A malícia desenha feiúra nos relacionamentos humanos, enquanto a gratidão agrega beleza. Será que as pessoas apreciam um mundo decadente? Parece que sim, ao contemplar o quanto as pessoas são tímidas na benevolência.

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Fonte: Quiroga

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~ por arauto do futuro em junho 14, 2010 segunda-feira.

6 Respostas to “DECISÃO É SACRIFÍCIO DE DESEJOS.”

  1. Não sei quanto aos demais leitores, mas esse recado veio diretamente pra minha testa. Só posso agradecer e me corrigir. É bom ter uma constatação óbvia e clara do que estamos fazendo. Encontrar e viver um caminho consciente e verdadeiro é sim abrir mão de muletas prazeirosas que nos aliviam, mas impedem que conheçamos nossas reais contingências, o que “está pegando” de fato por trás de costumes, comodismos e prazeres consolidados.

  2. Esse mundo dói um bocado para quem quer acordar, ou está semi-acordado. Dormindo, a gente não sente nada, ou sente pouco as mazelas, e vamos vivendo. Chega um ponto que este “vamos vivendo” perde completamente o sentido também. Aí o cabra tá lascado, se não entender a quê está sendo chamado. E mesmo que entenda em parte, vai duvidar um bocado e a dúvida abrirá as portas para que ele continue se comportando como sempre, vivendo de compensações e alívios, os presentes que o sistema nos dá, para que não nos articulemos além do ponto que interessa à manutenção das coisas como estão.
    As forças internas viciadas que eram ocultas, começam a dar as caras e exigem a manutenção de suas velhas prerrogativas nesta hora do impasse. O ser humano envolvido nesta passagem não tem mais escolhas: ou ele mata seu antigo ser, ou ele se estratifica e se perde na prórpia estratificação.
    É duro e difícil. Mas nunca nos enganaram sobre o fato da porta ser estreita.

  3. Vou pedir permissão ao arauto para reproduzir aqui parte de um texto que não é meu, mas que é muito elucidativo:

    Num mundo onde a Morte é a caçadora tempo para perder é algo que não temos. E precisamos morrer, só quando morrermos para o que nos condicionaram a ser poderemos renascer neste outro plano. A porta de entrada do Caminho Tolteca é a Morte. A morte e o sacrifício. Sacrificar toda a infelicidade e todo o desequilíbrio que o mundo civilizado lhe deu. Morrer para tudo que impede o encontro consigo. Acordar desse sonho. Leiam esta mensagem do xamã tolteca D. Miguel Ruiz:

    Antes de nascermos, o que existiriam anteriormente a nós criaram um grande sonho externo que denominamos sonho da sociedade ou sonho do planeta. Este sonho é um sonho de bilhões de sonhos pessoais menores, que juntos formam o sonho da família, da comunidade e toda humanidade. O sonho inclui todas as regras da sociedade, suas crenças, suas leis, suas religiões, suas culturas e formas de ser. Quando somos crianças até os três anos, não vivemos esses sonhos. Somos livres deles, mas logo somos aprisionados por eles quando começam o processo de socialização e cobrança sobre nós. É aí que começa as regras que irão governar o nosso sonho, que é o sonho de todos. Quando crianças não temos a oportunidade de escolher nossas crenças, mas concordamos com a informação que nos foi passada sobre o sonho do planeta por intermédio de outros seres humanos. Assim, somos capturados pelos sonhos exteriores, concordamos, com tudo que dizem os adultos, e isso é chamado de fé. Ter fé é acreditar incondicionalmente. Era melhor esse processo ser chamado de domesticação do que socialização, pois é isso que ele é. E é através dessa domesticação que aprendemos como viver e sonhar. O sonho da sociedade passa então a gerar todas nossas ações, e passamos a viver por um processo de recompensa, pois quando fazemos algo que é certo para o sonho geralmente recebemos algum elogio ou presente como recompensa, se fazemos o contrário somos crucificados e chamados de rebeldes.

    Já quando estudamos o caminho Tolteca para a liberdade, descobrimos que eles possuem um verdadeiro mapa para libertar-se da domesticação. Eles comparam o Juiz, a Vítima e o Sistema de Crenças a um parasita que invade a nossa mente humana. Do ponto de vista Tolteca, todos os seres humanos domesticados são doentes. São doentes porque existe um parasita que controla a mente e o cérebro. A comida para os parasitas, são as emoções negativas produzidas pelo medo. Se repararmos na definição parasita, descobrimos que um parasita é um ser vivo que vive de outros seres vivos que vive de outros seres vivos, sugando sua energia sem nenhuma contribuição útil em troca e machucando o hospedeiro pouco a pouco. O Juiz, a Vítima e o Sistema de Crenças se encaixam bem nessa descrição. Uma das funções do cérebro é transformar energia material em energia emocional. Nosso cérebro é uma fábrica de emoções. E temos dito que a função da mente é sonhar. Os toltecas acreditam que os parasitas controlam nossa mente e nosso sonho pessoal. Os parasitas sonham pela nossa mente e vivem sua vida por intermédio de seu corpo. Sobrevivem nas emoções que vêm do medo, e se alegram com o drama e o sofrimento. A liberdade que procuramos é usar nossa própria mente e corpo para viver nossa vida, em vez da vida do Sistema de Crenças.

    Quando descobrimos que a mente é controlada pelo Juiz, a Vítima, e o “nós” verdadeiro fica num canto, temos duas escolhas. Uma escolha é continuar vivendo da forma que somos, e continuar vivendo o sonho do planeta. A segunda escolha é fazer como quando éramos crianças e os pais nos tentavam domesticar. Podemos nos rebelar e dizer “Não!”. Podemos declarar uma guerra contra os parasitas, uma guerra pela nossa independência, uma guerra pelo direito de usar nossa própria mente e nosso cérebro.

    Por isso nas tradições xamânicas em todas as América, as pessoas chamam a si de Guerreiros, pois estão em guerra contra os parasitas em suas mentes.

    Esse é o real significado de um Guerreiro. O Guerreiro é o que se rebela contra a invasão dos parasitas. Mas sermos Guerreiros, não significa que sempre iremos ganhar a guerra; podemos ganhar ou perder, mas sempre damos o melhor de nós e temos uma chance de ser livres outra vez. Escolher esse caminho nos dá, no mínimo, a dignidade da rebelião e nos assegura que não seremos vítimas inocentes de nossas emoções frívolas ou do veneno emocional de outros.

    Na melhor das hipóteses, ser Guerreiros nos fornece uma oportunidade de transcender o sonho do planeta e alterar o sonho pessoal para um sonho que chamamos céu. Assim como o inferno, o céu é um local que só existe no interior de nossa mente. É um lugar de alegria, onde podemos ficar felizes, onde somos livres para amar e ser quem realmente somos. Podemos alcançar o céu enquanto somos vivos; não precisamos esperar até a morrer. O Criador está presente e os reinos dos céus se encontra em toda parte, mas primeiro precisamos ter olhos e ouvidos para enxergar e escutar de verdade.

    Precisamos estar livres dos parasitas. O parasita pode ser encarado com um monstro de mil cabeças. Cada cabeça do parasita é um dos medos que temos. Se queremos ser livres, temos de destruir o parasita. Uma das soluções é atacar o parasita de frente, o que significa enfrentarmos cada um dos nossos medos um por um. Esse é um processo lento, mas funciona. Uma segunda abordagem é para de alimentar o parasita. Senão dermos comida a ele, podemos mata-lo de fome. Para fazer isso temos que controlar nossas emoções, precisamos nos abster de alimentar as emoções que derivam do medo. Isso é muito fácil de falar, mas difícil de realizar. É difícil porque o Juiz e a Vítima ontrolam nossa mente. Uma terceira solução é chamada de Iniciação dos Mortos. Essa iniciação é encontrada em muitas escolas esotéricas e tradições xamânicas ao redor do mundo, como no Egito, Índia, na Grécia e nas Américas. Trata-se de uma morte simbólica, que mata o parasita sem magoar nosso corpo físico. Quando morremos simbolicamente, o parasita tem de morrer. É uma solução mais rápida do que as duas primeiras, porém muito mais difícil de executar. Precisamos de muita coragem para enfrentar a morte. Precisamos ser fortes. E sinceramente, espero que todos Nós consigamos enfrenta-la de frente.”

    Sempre me sinto tocado pela urgência quando leio estas palavras. Notem que me refiro a uma urgência não ansiosa, falo de um estado de foco onde não resta nenhuma dúvida que tudo o que está contido aí , nestas palavras , são realidades que busco trabalhar a cada instante para que sejam realidades efetivas em minha vida.

    O tempo é agora, o lugar é onde você está. Não racionalize, sinta, pense de verdade. Entre em sintonia, flua. O momento trás em si o infinito. Basta começar a sair do sonho do mundo. Basta começar a sonhar outro sonho. Na realidade de sua vida. Comece a deixar sua condição de escravidão e subjugação. Há outros sonhadores que já fizeram isso. Sinta a trilha e venha. Há um mundo novo aqui, acontecendo, fora da “Matrix” onde você é pilha e engrenagem. Ele já começou. Não é um “estado abstrato e fugidio”. É uma realidade vivenciada e manifesta. A ponte do Arco Íris já está plena. Ela conduz a este novo estado de consciência. Os que sabem atravessá-la já estão vivendo neste novo mundo. O novo sol está desabrochando. Sacrifique o arcaico e ultrapassado, o condicionado e limitado, o medo e a culpa, os limites e a tristeza em seu interior. A vaidade e a importância pessoal são seus maiores inimigos, não perca tempo criando falsos fantasmas e se assombrando com eles. Não jogue seu Tempo fora. Você não tem a ETERnidade, não tem vidas ou algo assim. Somos efêmeros seres, os Toltecas sabem que vão morrer e criam nesse saber uma das fontes de sua força ao invés de fugir desta constatação com teorias consoladoras. Tempo. Um mistério.

    Tempo

    Time
    (por Nuvem que Passa ou Júlio César Guerrero)
    Site Pistas do caminho

    • Sim, maravilhosos são os escritos de “Nuvem que passa” tenho vários deles aqui, e muitos que li quando ele ainda estava em nosso orbe, tive a graça de sentir sua energia quando ainda em vida, e agora multiplicada em seus textos herdados pelo Fernando que com alguns deles escreve o Pistas do Caminho. O blog Arauto do Futuro, assim como o Pistas do Caminho são frutos deste aprendizado.

      A tradição Tolteca é misteriosa e maravilhosa, com lições que levamos vidas aprendendo e aplicando.

      A palavra guerreiro tem um significado simples mas poderoso, quer dizer CORAGEM.
      Nada mais nada menos. Nem precisa, é precisa.

  4. Beijamim, tudo que tenho a dizer é EXCELENTE COMENTÁRIO!

  5. É a sincronicidade que felizmente existe. Estou vivendo esses impasses também. Estamos todos no mesmo barco, indo realmente para outro destino. Graças à Deus, têm forças nos puxando.

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