A VIDA É O QUE É.

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A VIDA É O QUE É.

A sistemática afirmação de a verdade ser relativa

e de que a realidade dependeria do ponto de vista individual

tornou possível que mentiras enormes

fossem assimiladas por nossa humanidade.

De forma análoga, a prática cotidiana da comunicação social,

via Internet ou através de conversas informais,

confunde opinião superficial com conhecimento profundo.

Enquanto isso, a alma, o observador interno,

contempla com distanciamento a decadência

que aumenta de velocidade e intensidade a cada momento,

sem preferi-la nem rejeitá-la, como é próprio dela.

Cada ação tem sua reação

e cada semente plantada dará o fruto que lhe seja inerente.

Nada há de relativo nesta verdade nem tampouco

nada disso é dependente de pontos de vista individuais.

A vida é o que é.

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Inúmeras tarefas e detalhes da vida cotidiana que você preferiria nem saber que existem parecem conspirar para que você lhes dê total atenção. Enquanto isso, a mente deseja viajar longe na ambição.

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Nada há de errado em preservar segredos, mas quando estes atentam contra o bom funcionamento de relacionamentos importantes, aí sim se torna necessária a sinceridade. A fidelidade é um fator de extrema importância.

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Pouse seus olhos no futuro mais distante que conseguir imaginar e tente ver em que condição você gostaria de se encontrar. A seguir, renuncie a tudo que atualmente seria inútil em relação a esse futuro distante.

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Atualmente, a melhor forma de perder seria apostar na urgência. Por outro lado, conter essa urgência interna e fazer amizade com o tempo não seria fácil. Porém, quem falou que esse momento seria superado facilmente?

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Assumir compromissos e obrigações não tolherá sua liberdade, apenas lapidará o tempo disponível para que você o sacrifique em nome de objetivos maiores e melhores. Tempo livre, quem precisa dele?

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É hora de tomar decisões para abrir-se caminho. As circunstâncias mais difíceis, aquelas que pareciam intransponíveis, serão os gatilhos que evocarão de dentro de sua alma a resposta decisiva.

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Venenos que não matam são venenos que fortalecem, ou engordam. Porém, lidar com venenos sempre trará efeitos colaterais, porque eventualmente sua alma não será afetada, mas a das pessoas próximas sim.

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Pensar que haveria uma via rápida e fácil para conquistar grandes objetivos é tentar iludir-se a respeito de como funciona a vida. Não há essa via fácil, qualquer tentativa de encontrá-la beira a ingenuidade ou o crime.

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A única forma de fazer com que suas idéias não sejam roubadas por ninguém é você torná-las concretas através do esforço. Registrar idéias não é sábio, só a prática concreta as tornaria suas de verdade.

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Saber mais não significa alívio, mas a dura responsabilidade de colocar cada coisa e pessoa em seu devido lugar. Seria impossível conhecer melhor a vida e continuar deixando tudo como está, sem atrever-se a mexer.

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Parece difícil conhecer verdadeiramente as pessoas, mas não é tanto assim. Acontece que nossa humanidade prefere fazer uso das argumentações lógicas enquanto tem à disposição a percepção sensitiva também.

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Fonte: Quiroga

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~ por arauto do futuro em junho 20, 2010 domingo.

2 Respostas to “A VIDA É O QUE É.”

  1. Realmente. Nada adianta plantar melões e esperar colher abóboras. Atos impensados desencadeiam efeitos concretos e não há nada de relativo nisso. E por mais que as coisas do mundo, cada vez mais decadentes e apelativas, tentem nos possuir literalmente para que sejamos pilha e bateria de suas manifestações, a atenção e consciência sobre nós mesmos, aliados ao cultivo e busca do que somos de verdade, é o que nos possibilitará matar as ilusões.

  2. O fato de termos pouco conhecimento sobre nossas reais motivações atrapalha muito. É melhor ser um fascínora consciente, do que ser alguém que se acha muito bonzinho, mas na verdade desconhece os próprios motivos e ilusões. Este último costuma fazer mal aos outros, mas sempre se convence de que fez o bem, e que seus motivos são os mais corretos possíveis dentro de uma dada situação. Em última análise, a culpa pelo desencadeamento de eventos atropelados e atropelantes, é sempre da situação, nunca dos autores e atores envolvidos, quando se acham muito bonzinhos.

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