Liberdade, Uma Prisão Sem Muro

Liberdade,

Uma Prisão Sem Muro

Um Documentário de MaicknucleaR um dos blogueiros

despertos que escreve o Brasil, Um País da Elite, que gosto

muito de acompanhar e concordo com sua visão do mundo

que em sua linguagem direta exprime com clareza muito do

que as vezes fica engasgado.

Neste documentário apresenta as grades da prisão em que vivemos.

http://vimeo.com/12252680

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~ por arauto do futuro em julho 24, 2010 sábado.

3 Respostas to “Liberdade, Uma Prisão Sem Muro”

  1. Pacotes de Inconsciência
    Sempre que incorporamos um sentido, orientação, sensação, sentimento ou uma “consciência” que é inferior às nossas experiências e às verdadeiras consciências que agregou, costumo dizer que estamos incorporando um pacote de inconsciência.
    É um pacote, porque já vem pronto e articulado: vibra num determinado sentido, e nos faz vibrar e sentir igual, à tal ponto que nos identificamos com aquela energia e chegamos a dizer que somos nós mesmos. Mas não se trata de “eu” ou “você” o que está ali, pré-determinando nossas ações, é um sentido que incorporamos, uma energia composta de significações próprias e, como tal, age de acordo com a própria natureza que a alimenta, reforçando as interações com a mesma e ampliando seu raio de ação, a própria vida que tem.
    Da mesma forma que existem pacotes de inconsciência que se travestem de poder e usufruto, mas que nos arrastam a múltiplos estados de dependência, existem pacotes de energia ampliadores de consciência, aos quais chamamos de dádivas, dons e graças, e não vêm agregados à usufrutos, mas à tarefas, desafios e quebra de barreiras: seu objetivo é criar autonomia e poder. De qualquer modo, é preciso um merecimento – que é ao mesmo tempo um preparo – para poder recebê-las e operá-las convenientemente, dentro da ordem benéfica e harmonizada, expansora da vida e da criação. Poder para quê, aonde e quando; é preciso saber. E isso, esse preparo, uma vida de atenção nos dá.
    Geralmente, não se costuma incorporar nada do qual já não se tenha algo dentro, esses pacotes operam por encaixe, operando pela lógica das energias análogas que se atraem, fazendo o ser que as recebe reforçá-las em si mesmo, elaborando atos que frutificarão resultados, que farão esse ser, em resumo, experimentar e conhecer à si mesmo, através dos resultados de suas ações.
    Se receber, incorporar e operar pela lógica de energias destrutivas, colherá frutos também destrutivos mesmo e será, com o tempo, consumido pela própria ignorância. Se este ser, ao contrário, tiver o costume de observar a si mesmo e distinguir mais razoavelmente o que é necessário ao seu corpo de experiências daquilo que já está superado, adquirindo atenção às energias que passam através de sentimentos e pensamentos vários, e só aderindo àquelas que lhe trariam maior significação e ampliação de consciência e capacidades, descartando as demais, os frutos de seus trabalhos, ou interações com o mundo, o engrandecerão.
    Isso é bem possível para quem se observa: não se identificar com qualquer coisa já entendida como insuficiente para si mesmo.
    Mas existe desde muito tempo uma tendência que se amplia por aqui, a de se fabricar intencionalmente esses pacotes que nos fazem filtrar a existência sob um certo ângulo apenas, aquele que reforça uma ou outra tendência dependente em nós, geralmente adornado de uma promessa de poder, mas visando alimentar um estado de coisas alienígena à nossa real natureza. A esta manobra chamamos de manipulação, e o que se visa é rapinar as consciências, privando-as de si mesmas e de qualquer autonomia. Desta forma, cria-se uma humanidade escrava, que trabalha arduamente para fins vazios que não são o proveito de sua natureza, mas que ainda assim se julga livre, porque desconhece à si mesma, seus reais potencias e capacidades, principalmente aquilo que a alimenta. A forma mais eficiente possível de escravidão: pacotes para nos tornarmos invisíveis de nós mesmos.
    Como eles são fabricados? Pelos pensamentos e desejos de cada um. Pensamentos e desejos são energias que se agregam. Pensamentos coletivos, próprios à uma comunidade ou povo, por similaridade se atraem. Os rituais, antigos e novos, onde uma coletividade se reúne para afirmar, sob a força da fé, de um psicoativo expansor, ou de experiências que rompem com as barreiras da realidade costumeira, são feitos para a criação desses pacotes de consciência ou inconsciência, dependendo dos objetivos e métodos do grupo em questão. Egrégoras que criam formas-pensamento poderosas, mas que se desfariam se não fossem realimentadas continuamente.
    Hoje em dia, apesar de se falar muito dos rituais dos ilumminatti, dos seres espaciais lagartos escuros manipuladores e etc., a gente mal percebe que ligar a TV e assistir uma novela é, na verdade e entre outras coisas, participar de uma corrente de milhões de pessoas que estão abrindo mão de viver o drama de suas vidas para incorporar dramas fabricados, com itinerários e finais fabricados, que reinterpretam a vida e as reações à ela de forma artificial e artificializante, e a gente ainda chama isso de entretenimento. Milhões de pessoas sentindo e pensando, grupalmente e ao mesmo tempo, aquilo que os diretores e escritores de novelas e propagandas querem que você pense e sinta. Os maiores magos negros do passado sentiriam inveja desses caras. A gente diz que sabe que é tudo mentirinha, mas está todo dia se expondo a valores que não são valores, como forma de “passar o tempo”, como se o tempo não existisse para servir à consciência ou atividade prazeirosamente útil à si mesmo a ao entorno.
    E o que se dirá daqueles filmes de terror atávicos, onde o gênero humano é retratado e despedaçado como uma barata, com requintes de crueldade em lhe exibir tripas, miolos e múltiplas secreções, ou comportamentos descontroladamente covardes partindo de figuras “repeitáveis”? Estão quebrando que tipo de confiança? E as abordagens costumeiras de questões vitais como a sexualidade e os relacionamentos humanos? Será que todo mundo é tão macaco assim?
    Claro que não. É que animais são consumidores, jamais criadores, nem questionam nada.
    Um monte de pacotes prontos que nos afundam em inconsciência, não há nenhum norte para o crescimento e os poderes reais de ninguém ali.
    Bitolados nesses pacotinhos, o que se perde do mundo afora? Não consigo nem imaginar, deve ser muita coisa.

  2. O documentário em si é muito bom, o autor soube “costurar com a linha da verdade que é difícil de quebrar”, mas tem umas pequenas falhas, ou erros interpretativos à meu ver.
    Quando ele usa aquela bela metáfora dos Sufis girando, para representar uma humanidade bitolada girando em torno do próprio rabo, usou a figura de linguagem inadequada, porque equeles homens estão girando, que eu saiba, para alcançar estados de consciência que transcendem a realidade mesquinha e pré-fabricada.
    É só este ponto, que não está correto, a meu ver, porque a gente não deve generalisar e dizer que todo caminho religioso é bitolante. Depende do caminho e depende de quem o faz.
    Mas fiquei muito feliz, um cara tão novo e tão ligado! Que consiga multiplicar essa consciência.

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