UMA CIVILIZAÇÃO DE MENTIRA.

UMA CIVILIZAÇÃO DE

MENTIRA.

Ninguém é dono da verdade,

porque seu campo de ação é a comunhão,

a verdade é de todos e de ninguém ao mesmo tempo.

Porém, a mentira é posse exclusiva

da boca que a profere e, também,

do ouvido que lhe dá acolhimento.

O argumento de desconhecer

o que é verdade e mentira

ou o de tentar relativizar tudo

ao ponto de parecer impossível a distinção

são estratégias das mentes preguiçosas,

na melhor das hipóteses, ou de pessoas sinistras

que pretendem dominar outras, na pior dessas.

Verdade é que no centro do coração reside a vida

de nossas vidas e que nessa dimensão

estamos todos em comunhão.

Tudo que servir para nos afastar desta realidade única

que fornece a trama dos relacionamentos

e da comunicação é mentira.

Existimos numa civilização de mentira.

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Permita que a bagunça tome conta, porque neste momento seria perda de tempo e vitalidade tentar fazer-lhe frente e dominá-la. Melhor deixar-se carregar pela bagunça e pela dispersão para ver onde acaba tudo.

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Ter mais idéias do que tempo para realizá-las é o princípio da frustração, que pode facilmente converter-se em irritação. Por isso, pince aquelas idéias que realmente valha a pena realizar e se concentre nelas.

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Organização é tudo nos dias de hoje, mas junte a ela uma dose enorme de flexibilidade também, já que a ordem de hoje pode não ser a mais conveniente amanhã. A rotina precisa ser flexível, mas que continue sendo rotina.

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O tédio não se pode combater com experiências inusitadas, você corre o risco de despender enormes recursos, assim como também colocar-se em perigo sem nem sequer nada disso garantir que o tédio seja exorcizado.

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Tudo que você fizer para manter sua vida organizada garantirá progresso. Porém, será melhor que você também tenha disponível uma boa margem de flexibilidade, porque essa organização precisará ser mudada.

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O conforto é uma grande limitação, porque se você vivesse em absoluto conforto, certamente perderia grande parte da necessária criatividade que promoveria o desenvolvimento e o progresso. Limite, então, o conforto.

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Persista, este é um momento favorável a você continuar investindo recursos e vitalidade nos assuntos que estejam em andamento, desprezando, por enquanto, as fabulosas novidades que surgirem.

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Atreva-se a andar em terreno desconhecido para garantir maiores chances de entrar em contato com gente nova. Estes novos contatos permitirão que você amplie seu círculo de influência. Este é o destino atual.

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Nutra suas melhores idéias em silêncio, porque comunicá-las prematuramente as faria definhar sem ter sequer a menor perspectiva de aprimorar-se. Faça amizade com o silêncio, sua melhor arma no momento.

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Prestar ajuda é muito valioso, tanto que se deve medir com grande bom senso a pessoa que a pedir. Há pessoas que pedem ajuda porque estão viciadas nisso. Elas não merecem ajuda, não saberiam apreciá-la.

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O equilíbrio não é uma condição à qual você chega um dia e então ganha o direito de descansar. Equilíbrio é uma condição dinâmica que precisa de ajustes constantes, é ainda mais trabalhosa do que a situação caótica.

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Considere que você realmente é livre para mudar de opinião e tomar atitudes diferentes das que foram programadas. Porém, considere também que certas pessoas podem encarar isso como uma ofensa, já que esperavam outra coisa.

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Fonte: Quiroga

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~ por arauto do futuro em agosto 11, 2010 quarta-feira.

3 Respostas to “UMA CIVILIZAÇÃO DE MENTIRA.”

  1. Considero estas reflexões, um amparo filosófico, moral e educativo, primordial para os dias de hoje.

  2. A civilização é de mentira, porque as pessoas são levadas a pensar a si mesmas como uma mentira. A própria apreciação de si mesmo já é uma nuvem. Quando descobrirem quem são e do que são capazes, com certeza a civilização refletirá outras luzes.

  3. Perguntaram ao Dalai Lama:
    – O que mais te surpreende na Humanidade?
    E ele respondeu:
    – Os homens… Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde.
    E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer… e morrem como se nunca tivessem vivido.

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