UNIDADE NA DIVERSIDADE.

UNIDADE NA DIVERSIDADE.

O prazer, a dor, o dever, a transgressão, o lucro, as perdas,

tendo nossa humanidade conhecido as experiências

que fazem parte do processo mundial, tendo se diversificado,

distraído, dispersado e dilapidado recursos e vitalidade,

precisa agora reconhecer a Unidade que conecta

e relaciona todas as aparentes diferenças,

fazendo com que constituam uma unidade orgânica

do tamanho do próprio Universo, infinito.

Este é o assunto central das religiões e ciências,

conferir a unidade na diversidade,

sintetizar os detalhes em leis.

Este é o momento histórico em que pela primeira vez

esta sagrada tendência pode desenvolver-se a nível coletivo,

pois, até agora esta descoberta

era feita apenas por pessoas especiais.

Isto é digno de celebração!

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Nada é proibido neste planeta, só que algumas coisas são convenientes enquanto outras são absolutamente inconvenientes. Por isso a necessidade de fazer opções, para não experimentar situações para lá de inconvenientes.

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Todas as aventuras são possíveis, só resta considerar as consequências que cada uma dessas provocará e entender se você quer ou não pagar esse preço. Tudo é perdoável, mas você inevitavelmente colherá o que plantou.

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Antes de qualquer outra coisa, resolva os assuntos de ordem prática, enfrentando e organizando. Enquanto isso, coloque os sonhos e ideais no banco de reserva, aguardando pela oportunidade de se manifestarem de novo.

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A necessidade é a verdadeira mãe do destino. É fácil reconhecer que a vida é uma longa cadeia de necessidades que você supre ou que fracassa em satisfazer. A experiência é a mãe da necessidade.

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Seu ciclo de manifestação começou quando você respirou pela primeira vez e só finalizará no último suspiro. Por isso, para que lamentar-se pelas experiências que terminaram, outras novas estão vindo por aí.

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Avance, faça isso justamente porque se tornou difícil avançar. Essa dificuldade sinaliza ser oportuno você avançar, porque quanto maiores forem os obstáculos, isso indicará a proximidade da vitoriosa conquista.

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Você não poderá depender de apoio e incentivo para fazer o que tem em mente, terá de confiar em seu taco e apoiar-se no motivo íntimo de acreditar naquilo que só sua alma vê e que não consegue compartilhar com ninguém.

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Quando as limitações se manifestam de forma teimosa, você pode até pensar que isso seja um sinal para você desistir. Porém, é o contrário, quanto mais perto você se encontrar da vitória, mais difíceis ficarão as limitações.

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O mundo invisível chama a atenção de nossa humanidade, justamente porque somos os únicos por aqui que temos a capacidade criativa de arrancar sonhos e ideais desse mundo e transformar tudo em obras concretas.

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Você pode pensar o melhor, você pode desejar o melhor para certas pessoas de sua vida, mas se não houver esforço para que suas atitudes expressem claramente essa boa intenção, o relacionamento continuará desandando.

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A relativa solidão desta parte do caminho não deve converter-se numa lamúria melancólica, porque está bem longe de ser isso. Esta solidão consiste na necessária sabedoria de aprender a resolver tudo por si só.

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Importantes questões estão na ordem não apenas deste dia, mas de vários que já foram e de muitos mais que virão por aí. Trate este tempo com especial cuidado e carinho, porque planta as sementes de um longo futuro.

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Fonte: Quiroga

~ por arauto do futuro em agosto 15, 2010 domingo.

Uma resposta to “UNIDADE NA DIVERSIDADE.”

  1. Eu concordo, a Lei Natural está disponível e escancarada, só precisamos realmente compreender para aplicar aquilo que ela nos ensina.
    Dizem que o inferno está repleto de boas intenções. Não é verdade. O inferno está repleto de falsas boas intenções, aquelas que aplicamos para não fazer USO das boas intenções, de fato.
    Pra resumir, eu avalio a sabedoria de uma pessoa pela sua capacidade de aplicá-la de forma benéfica e inteligente em sua própria vida e na coletividade viva na qual está inserida. Pode parecer bem variável de pessoa a pessoa, e é mesmo, segundo a percepção variável que se possa ter, mas existem princípios gerais que realmente regem o crescimento, e cada um poderia procurá-los com sinceridade e olhos abertos, do contrário vai se atrapalhar e atrapalhar, ao invés de ajudar qualquer coisa.
    Não adianta o apego a dogmatismos de qualquer espécie. Existe o dogmatismo que apenas crê e aquele que apenas descrê, tanto faz, ambos operam em base ilógica. Na verdade, ambos não percebem que apenas lhes falta conhecimento em maior profundidade: conhecem bem os detalhes da base, e acham que alcançaram o topo, ou, em analogia diversa, mastigam e remastigam a casca e acham que estão engolindo o fruto.
    Depois de um tempo, suas vidas perdem o sentido, e eles vão culpar a quem?
    Conhecimento verdadeiro e bem apreendido reelabora as bases de funcionamento da tua existência, e tua própria percepção dela, sempre numa perspectiva maior e mais abrangente, evocando capacidades de realização também maiores e mais abrangentes, com todos os ingredientes necessários: esperança, paciência, força, coragem, astúcia onde for requerida, alegria, calma, amor, prudência, ousadia, tudo em bases equilibradas, cada vez mais ressonantes e cada vez mais adequadas às ocasiões. Em resumo, a gente fica mais apto e maleável, começa a deixar de ser apenas reagente. Por isso é que se fala em poder, porque realmente você pode mais.
    E isso ocorre, porque você está na direção certa, você está a favor da verdadeira natureza e da Criação, está vibrando na mesma escala que ela e, portanto, só pode receber o que é de seus atributos. É aquele velho ditado: a natureza conspira a favor daqueles que lhe ajudam. O problema é que a humanidade em geral está viciada numa visão de “mais” invertida. O que a gente geralmente considera mais, na verdade é menos, e a natureza não atende bem a esse tipo de prerrogativa. A resultante é que se fica sem pai e sem mãe, o que equivale a dizer: sem a base necessária às articulações requeridas para uma existência sadia. Essa inversão não é nova. Eu recomendaria a leitura do diálogo de Sócrates com Antifão.
    Cada religião ou forma de religação com a verdade possui em si mesma um corpo de pistas sobre como alcançar verdades verificáveis e aplicáveis à expansão ou manutenção das forças de criação em si mesmo e no mundo. Mas existe muita simbologia, distorção, interpretações e aplicações errôneas, obscurecendo essas mesmas verdades.
    Como existe a prática das forças involutivas se apropriarem e distorcerem conceitos evolutivos, para manter as pessoas na escravidão, existe o caso das forças evolutivas se ocuparem de movimentos mais cegos para lhes dar alguma luz. Então, não me importa se o Comando Ashtar ou os maçons me parecem falsos ou verdadeiros, mas se eles tiverem alguma coisa digna a dizer, eu posso ter alguma coisa digna para pensar, usar e até comentar.
    Gostei muito do Talmud de Immanuel, mas não gostei dos comentários ou do aproveitamento que o tradutor fez do mesmo. E não é porque vieram no mesmo pacote que devo engolir os dois. Não creio que seja o momento de ficar julgando ou atacando quem quer que seja pelas suas práticas e crenças. A gente já tem muito trabalho a fazer conosco mesmo, temos muitas ilusões e nós górdios para desatar em si mesmo para que nossas energias operem livres, mas acertadamente, que se torna tolo focar a consciência em questões de quem tenha a culpa. Mais do que os culpados, são seus mecanismos que devem ser apontados. Um suposto culpado é sempre consorte e vítima de um mecanismo diminuidor. Se você identifica um mecanismo, desabilita seus agentes promotores.
    A gente já sabe que cada um colhe inevitavelmente o que planta, não há nada que se possa fazer quanto a isso, a não ser muito educadamente avisar as pessoas que elas podem estar plantando jiló e esperando colher morangos. Obviamente, antes ou concomitante a isso, é bom observar e cuidar da própria colheita também.
    Nesse mundo atual, fomos bem treinados e ensinados a pensar que “ter poder” é TER, quando na verdade, é SER. E estas pistas de Ser e Do Ser, estão espalhadas aqui e ali, em diversas religiões, e em diversos conceitos e aplicações da vida e da filosofia também, na verdade, está espalhado em toda a parte, e se você observar os ciclos e manifestações naturais, a que conjunções e relações obedecem, vai descobrir muitas leis aplicáveis em si mesmo também. Mas um buscador que não é um recipiente aberto, corre o risco de se fechar apenas dentro dos paradigmas ou etapas de seu caminho de reconexão, e ainda se achar o máximo com isso, com o acréscimo de ter elaborado uma prisão para si mesmo.
    Qualquer base filosófica ou iniciática que não te sirva para alguma aplicação em teu aqui e agora, mesmo sendo verdadeira, pode te confundir mais do que ensinar, se você trocar os pés pelas mãos e tentar torná-la uma verdade universal, partindo ainda da pouca compreensão que tem dela. Não estou querendo dizer que não existe o acalento que uma verdade nos traz, nem seu cultivo, nem sua necessidade de expansão e discussão. Apenas estou dizendo que existe o tempo de seu amadurecimento.
    Creio que ter pouca compreensão faz parte do caminho de se ter grande compreensão, a não ser que você pare de caminhar e se orgulhe muito com o que conseguiu, achando que está no topo, quando na verdade, apenas iniciou um processo. E um processo bem iniciado, pede para ser bem finalizado, do contrário você ficará patinando dentro dele.
    Compreensão eficiente e praticável é sempre resultante de etapa verdadeiramente amadurecida e concluída. Significa que aquela emanação que se iniciou no espírito, conseguiu concluir todas as etapas necessárias para se manifestar no reino físico de FORMA HARMONIOSA E EFICIENTE, que engrandece a pessoa que a invocou e a criação ao redor, ao invés de achatar, distorcer e diminuir a tudo e a todos. Quando se consegue isso, realmente você tem um conhecimento, e ele também lhe tem, porque vai fazer você seguir adiante, com uma perspectiva mais clara e um destino mais adequado à sua própria natureza.

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