VOCÊ.

no jardim... clique para ampliar - agosto/2010 - foto arquivo pessoal

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VOCÊ.

Você vê e se inebria com o poder de ver,

você cria e goza com as obras consumadas,

você se movimenta e alegra-se

com o complexo labirinto que seus passos desenham.

Então, você se identifica com o poder de seus sentidos

e se convence de ser a mais importante existência

no Universo,

a peça especial sem a qual tudo se desintegraria.

É neste momento em que você

começa a perder de vista sua alma

e mergulhar no limitado mundo da personalidade.

O poder que vê é sua alma,

o poder de ver é sua personalidade.

Eis uma sutil diferença que, na prática,

é a que estabelece se você enxerga claramente

o infinito de que é feito ou se vagueia pelo mundo

da necessidade se achando o máximo

por ter adquirido destreza para sobreviver

entre o prazer e a dor.

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As verdades mais duras e diretas devem ser ditas sem rodeios, mas com a mesma medida de doçura, já que de outra forma provocariam resistências tão intensas que tudo descambaria para a inútil disputa de personalidades.

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Mude sua rotina e você provocará uma grande guinada, muito maior daquela buscada através de tacadas extraordinárias. Em geral, a mente não compreende o valor da rotina, se convence dessa ser apenas um detalhe sem importância.

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A ira leva ao desespero, a cobiça conduz ao mesmo destino, mas nada disso é uma obrigação, tudo começa com uma íntima decisão que, apesar de inadvertida, lapida com mão de ferro todo o caminho que conduzirá até lá.

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Tudo que você fizer por pura teimosia criará problemas ainda maiores dos que se pretenderia superar através dessa atitude. Sua natureza virginiana foi preparada para fazer concessões e agir com flexibilidade.

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Muitas das situações que parecem valiosas depois mostram ser o contrário. Meça o valor das circunstâncias através de comprovar se irradiam uma boa influência, afetando positivamente as pessoas mais próximas.

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Tudo correrá bem desde que você mantenha os pés firmemente apoiados no bom senso. Sem inventos, sem intervenções inesperadas, seguindo o caminho de tudo que foi planejado, assim você andará em segurança.

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Sábias são as pessoas que no começo do caminho enxergam o fim desse, porque elas manterão o rumo mesmo nos incontáveis momentos em que tudo conspire para se perder. Agora que começa algo, veja você o fim também.

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Fazer planos e convencer pessoas é a etapa superada, agora será necessário seguir em frente e realizar um mínimo de tudo que foi combinado. Esta etapa não é mais nem menos difícil do que a anterior, é o que é.

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Tudo está posto para você fazer uma grande e positiva revolução em sua vida. Porém, é necessário integrar os ingredientes, principalmente a boa vontade e a disciplina relacionada à vida cotidiana.

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Certas mentiras são enunciadas com boa intenção, para não magoar alguém ou evitar que se produza um tumulto considerado desnecessário. Porém, no fim essa contará como mentira e você, um dia, terá de desamarrá-la.

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Tudo que acontece atualmente, ainda que pareça duro e árduo demais, é por bem. Um dia no futuro você olhará para este momento e dirá, com certeza, que não poderia ter acontecido nada melhor do que aconteceu.

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Um bom momento para estabelecer compromissos e fechar acordos, justamente porque a tendência mundial parece contradizer esta oportunidade. Imponha sua vontade, crie um mundo de acordo com sua visão e sonho.

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Fonte: Quiroga


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~ por arauto do futuro em agosto 17, 2010 terça-feira.

Uma resposta to “VOCÊ.”

  1. É importante aparelhar a vontade naquilo que se faz, de modo que o feito seja a fruição e o continuum de si mesmo. Mas o ente não se prende ao feito, não fica orbitando em construções que vem e vão, porque seu raio íntimo de ação é maior que qualquer atividade isolada, por mais que se identifique e frua nela, ou por mais que tenha consciência de sua necessidade. Terminada uma obra, é natural que se afaste dela e inicie outra. Assim, por estar aberto e em estado atenção, obtém liberdade. É o que chamaria de equação justa, onde mais é menos: mais atenção que abarca realidade e o que pode ser feito no aqui e agora, e menos personalidade que rejeite e distorça a realidade, pressupondo que ela está à disposição e mercê de nossos caprichos variáveis.

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