A DEPENDÊNCIA.

26-08-2010 - clique para ampliar - foto arquivo pessoal

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A DEPENDÊNCIA.

A óbvia dependência que há

entre todos os seres humanos

é a prova cabal da unidade de nossa espécie.

A óbvia dependência de nosso reino

com outros reinos e com o próprio planeta Terra

é outra prova da unidade,

assim como a dependência de nosso planeta Terra

em relação ao Sol e deste com a Galáxia

nos leva a perceber a total unidade do Cosmo inteiro.

A discórdia, o pecado, o demérito e a ignorância

acidental ou intencional da Unidade,

tudo isso também está incluído

nessa unidade integrada e coesa que é o Cosmo.

Por que nos preocupamos tanto então?

Certamente porque em nossas cavilações íntimas

percebemos que todos poderíamos

fazer muito mais do que fazemos.

Abandonar-se à indolência quebra o circuito

de constante esforço de integração evolutiva.

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Certas questões voltam à tona e não são muito agradáveis à primeira vista. Porém, são exatamente essas que precisam de atenção e cuidado, de modo que sejam curadas e transformadas nas virtudes potenciais que ocultam.

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Só o perdão liberta as pessoas. Por isso mesmo é que se diz que a liberdade tem seu preço, já que em geral as pessoas estão muito mais dispostas a perpetuar laços de ódio e discórdia do que a se perdoarem mutuamente.

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A repetição dos mesmos assuntos enche de tédio sua alma, mas neste momento seria melhor combatê-lo do que entregar-se a ele, ainda que as razões para isso sejam mais fortes do que as que sugeririam superá-lo.

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A única forma de não experimentar frustrações é não cultivar expectativa alguma sobre nada nem ninguém. Esse grau de desapego só é possível para quem já iniciou a aproximação ao espírito. Vale a pena esse esforço.

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Sobram razões para queixar-se, mas de que adiantaria exercitar esse direito? Com certeza, as queixas não ajudarão a solucionar o que as provoca e em muitos casos aprofundarão o desconforto experimentado.

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A insegurança só poderia ser sentida pela alma que deseja muito conseguir resultados perfeitos. Como a perfeição é trabalhosa e aparentemente impossível de obter, então a alma se sente insegura antecipando os resultados.

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A fé será logo substituída pelo conhecimento direto da verdade e, assim, nossa humanidade não terá mais como fingir que não vê o que vê. Contudo, aquilo que precisa ser visto é tão inverossímil que ainda requer de fé.

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Os laços que prendem você a pessoas e circunstâncias são os mesmos que sua alma precisa superar. O único método eficiente de superação consiste no desapego, uma virtude pouco praticada por nossa humanidade.

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A demonstração de força não precisa ser necessariamente brutal. Em muitos casos, a brutalidade é uma clara expressão do medo que se sente e, por isso, não é tão forte quanto parece. A serenidade é muito mais forte.

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É inevitável julgar os semelhantes. Porém, quando você observa sinceramente os julgamentos que faz de certas pessoas, comprova que critica nelas o que mais lhe desagrada em seu próprio interior. Isso se chama transferência.

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Quando se tem um propósito, os problemas viram facilmente soluções. Porém, quando há falta de propósito definido tudo vira problema, até as coisas simples da vida que só serviriam para o entretenimento.

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Fonte: Quiroga


A DEPENDÊNCIA.

A óbvia dependência que há

entre todos os seres humanos

é a prova cabal da unidade de nossa espécie.

A óbvia dependência de nosso reino

com outros reinos e com o próprio planeta Terra

é outra prova da unidade,

assim como a dependência de nosso planeta Terra

em relação ao Sol e deste com a Galáxia

nos leva a perceber a total unidade do Cosmo inteiro.

A discórdia, o pecado, o demérito e a ignorância

acidental ou intencional da Unidade,

tudo isso também está incluído

nessa unidade integrada e coesa que é o Cosmo.

Por que nos preocupamos tanto então?

Certamente porque em nossas cavilações íntimas

percebemos que todos poderíamos

fazer muito mais do que fazemos.

Abandonar-se à indolência quebra o circuito

de constante esforço de integração evolutiva.

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~ por arauto do futuro em agosto 27, 2010 sexta-feira.

Uma resposta to “A DEPENDÊNCIA.”

  1. Mas é preciso saber o que se faz, se está alinhado com a verdade do teu ser, e com as reais necessidades dele, ou se é só mais uma atividade que te vai levar pra longe de si mesmo e lhe colocar uma impostura no local do teu eu verdadeiro.
    Fazer “Mais” do que fazemos, para assim vivermos sem múltiplas ansiedades, não é produzir em quantidade ingredientes que nada dizem à nós mesmos. Ao contrário, é encontrar o próprio tom e ampliá-lo com uma consciência ativa, que busca resultados.
    Uma árvore que não dá fruto, nem sombra, perde sua utilidade e morre. Mas a gente não deve esperar que uma macieira produza mamões. É graças às diferenças que a unidade se articula.

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