MAIS SEMELHANTES DO QUE DIFERENTES.

MAIS SEMELHANTES

DO QUE DIFERENTES.

Alegria, bem-estar, prosperidade;

todos os humanos buscamos sem distinção de credo,

raça ou inclinação de caráter.

Busca alegria o malandro, o criminoso,

o correto e também o que afirma nada acreditar.

No fundo, sob um olhar desapegado

de tendências ideológicas,

é possível perceber que somos muito mais

semelhantes do que diferentes.

Porém, na prática

é das diferenças que gostamos de falar,

tentando fazer com que nosso particular ponto

de vista prevaleça sobre os outros.

Queremos independência,

mas se olhássemos bem a realidade logo veríamos

que somos dependentes de tudo e de todos

e que só conquistaremos todas essas virtudes

respeitando esses laços que de dependência

precisam ser mudados para colaboração mútua.

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Pensar que algo errado pode acontecer não é mero produto do pessimismo. É importante preservar a incerteza para não se acomodar na situação e correr o risco de não ver as surpresas indesejáveis vindo por aí.

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Suas razões são boas, mas não são absolutas, especialmente porque envolvem outras pessoas e elas não foram ouvidas com atenção. Antes de tomar atitudes que seriam mal sucedidas, questione suas certezas.

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Permitir que as coisas mudem, consentir com que tudo seja diferente do esperado, essas são atitudes condizentes com a eternidade, a causa das mudanças. Nada está errado, tudo procede de acordo com o plano.

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Tenha como prioridade cultivar bons relacionamentos, mas não em torno de interesses e sim fundamentados em virtudes tais como honestidade e correção. O mundo melhor que todos almejamos depende disso.

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O fio de Vida conecta tudo e todos e, por isso, a independência não poderia resultar de alguém se isolar do resto. Isso seria artificial e destinado ao fracasso. A independência resulta da interdependência.

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É muito simples frustrar-se, é só você imaginar mundos e fundos e nunca atrever-se a experimentar na prática como seria realizá-los. Por isso, continue imaginando, mas comece também a experimentar.

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Mantenha a mente vigilante, descanse, mas com um olho aberto. Há inúmeros fatores que tornam o panorama suficientemente complexo para merecer toda sua atenção. Por isso, descanse, mas com um olho aberto.

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Por enquanto você pode avançar utilizando seus próprios recursos, ainda é tempo de experimentar, as idéias não amadureceram o suficiente. Porém, logo você terá de buscar associados para avançar mais ainda.

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Experimente, permita que o espírito de aventura vença a batalha de seus dilemas interiores entre a vontade de experimentar e a moralidade que repressa o impulso. Você não saberá o que é até experimentar.

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As coisas mudam porque não são eternas. Porém, há no centro do seu peito uma faísca divina, aquilo que faz você sonhar com eternidade, o que infunde a suspeita de que por trás das aparências a realidade é outra.

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Tome atitudes simples a despeito de que as circunstâncias sejam complexas. Em vez de você se deixar levar pela força dessas circunstâncias, imponha sua vontade de simplificá-las e irradie influência serena.

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Ainda vai demorar bastante tempo para você se livrar definitivamente das pessoas e circunstâncias que foram colocando obstáculo sobre obstáculo em seu caminho. Porém, nada disso impedirá o progresso.

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Fonte: Quiroga

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~ por arauto do futuro em novembro 4, 2010 quinta-feira.

2 Respostas to “MAIS SEMELHANTES DO QUE DIFERENTES.”

  1. Iluminado ser, este.

  2. Num momento histórico de recuperação dos fundamentos da vida, ao mesmo tempo em que vemos um ressurgimento religioso e filosófico, também percebemos que é o momento das expressões involutivas e destrutivas de sempre darem as caras, com força, poder de articulação e sedução. Essas forças foram introjetadas na (e pela) humanidade durante milênios, por isso, se manifestam em todos os setores da vida, mesmo e principalmente nos de articulação benfazeja, pretendendo distorcê-los.
    O conceito moderno que mais se adequa à configuração dessas forças involutivas é o que chamamos de facismo.
    O facismo sempre escolhe bodes espiatórios para resolver os problemas, sempre divide os humanos em inferiores e superiores, sempre revela castas de seres que não merecem ser chamados de humanos. É facista dizer, por exemplo, que os nordestinos pobres e desvalidos são uma subraça. É facismo dizer que os cidadãos do terceiro mundo só sabem fazer filhos e piorar a situação do mundo, é facismo dizer que tu não é digno de salvação se não estiver nas fileiras “iluminadas” de minha religião.
    O facismo causou a morte direta de 6 milhões de judeus, mulheres, crianças, velhos e velhas, famílias inteiras tratadas como bichos, submetidas à experiências médicas terríveis, mortos com veneno de rato em câmaras escuras, apinhados como montes de lixo humano. A gente precisa imaginar bem a cena das crianças assustadas se agarrando na saia das mães, no exato momento que os chuveiros de gás tóxico se abriam para os banhos. Precisa lembrar dos próprios filhos, pra entender que facismo não é brincadeira.
    Um amigo meu muito culto, e na maior parte das vezes lúcido, chegou a me dizer o seguinte: “os senhores do Karma é que condenaram aqueles Judeus, os mesmos que negaram a cristo na sua vinda, Hitler foi só um instrumento”. Eu respondí pra ele que os senhores do Karma imaginados nesta função atroz devem ser bem burros, porque criaram mais karma pra toda uma geração sbmetida à lavagem cerebral de Goebels, a mesma que friamente perseguiu e matou famílias inocentes. Mais ainda, estes senhores do Karma imaginários abriram um precedente terrível em pleno século vinte, o de matar e subjugar seus semelhantes sob a desculpa deles serem como ratos.
    Esse precedente se repetiu na Bósnia, está se repetindo na África e pode se repetir nos países de terceiro mundo, cujo subsolo e solo cheios de riquezas naturais muito interessa às grands potências. O que atrapalha, somos nós em cima disso tudo, segundo esta ótica.
    Então é muito importante compreender essa mensagem do Quiroga, pra não sermos aqueles caras ansiosos para dar vários tiros nos próprios pés.

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