A LUTA É ÍNTIMA.

A LUTA É ÍNTIMA.

Virá o momento em que você reconhecerá

no motivo principal de sua luta,

que é a derrota de seus inimigos,

algo mais íntimo e profundo esgueirando-se,

uma voz tênue que já se fez presente

em outros tempos, mas que você desconsiderou.

No fundo do seu coração

você deseja sua própria derrota,

porque nesse mesmo fundo você ama seus inimigos;

você gasta tempo pensando neles,

você investe recursos para orientar seus passos

em relação aos inimigos;

se isso não é amor, então o que será?

Você não detesta os outros porque eles têm

qualidades que você não possui,

você os detesta porque eles e elas lembram que você

não agiu para despertar essas qualidades em você.

Sua luta não é contra o mundo,

é uma luta íntima contra os vícios que corroem

sua alma.

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Quem deve vencer esta batalha? A força das circunstâncias ou sua força de vontade? A resposta não é simples, pois, se o fosse você não estava aqui lendo com atenção estas linhas. Melhor debruçar-se sobre a pergunta.

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As perguntas mais difíceis precisam ser feitas na intimidade de seu coração, para conferir se você segue no rumo certo ou se por acaso se perdeu em alguma encruzilhada da alma de forma inadvertida. Reflita seriamente.

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Sua alma não será lembrada pelo que pensou, mas pelo que fez. A ação é o que demonstra a verdadeira fibra de um ser humano, a razão de sua existência é demonstrar na prática a riqueza íntima de seus pensamentos.

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Satisfazer desejos preserva a vida dos humanos, mas também a destrói. É por isso que de vez em quando o que aparenta ser vitória, a satisfação do desejo, se transforma em tal problema que degringola em derrota.

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O que é um momento? Quanto duraria esse momento? Estas perguntas difíceis se tornaram necessárias, porque sua alma anda lembrando-se de ter nascido para específico momento. Qual seria esse? Você sabe dizer?

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Quando tudo pareça contrário aos seus ideais, veja nisso o seguro sinal de progresso. Sua vontade de ser alguém melhor e maior conduz seus passos ao epicentro do oposto, para conferir sua vontade de melhorar.

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Se fosse fácil manter a mente concentrada na luta que realmente vale a pena, todos os seres humanos seriam gloriosos e imortais. Isso não é assim porque a mente é difícil de dominar, ela parece pensar sozinha.

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Ajude as pessoas e elas ajudarão você. Desafortunadamente, esta regra cósmica foi bastante distorcida aqui na Terra e em muitos casos as pessoas acham que é tolice guiar-se por ela. Porém, ela é uma regra cósmica.

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O que hoje for seguro e certo pode não sê-lo mais amanhã, as coisas andam dispersas assim no momento. Porém, isso não precisa tornar-se motivo de aprofundar a angústia, mas de navegar com destreza redobrada.

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Os amigos nem sempre são os que concordam com tudo que você pensa ou faz. Verdadeiros amigos preveniriam você dos perigos inerentes a certas atitudes, ainda que por fazer isso se tornarem antipáticos a você.

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É mais importante você pensar a forma de se livrar dos engodos do que meditar sobre como se meteu nesses. Uma vez que as coisas são como são, melhor agir para libertar-se do que tentar aprender algo com o que nada ensina.

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Possibilidades demais pode ser algo tão nocivo quanto possibilidade nenhuma. Neste momento em que inúmeras portas se abrem é imprescindível você manter o foco, evitando dispersar-se com o cantar das possibilidades.

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Fonte: Quiroga

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~ por arauto do futuro em novembro 24, 2010 quarta-feira.

7 Respostas to “A LUTA É ÍNTIMA.”

  1. No fundo, não é que amemos nossos inimigos, que são nossos vícios e apegos, nós nos acostumamos, aprendemos até, a fruir nossas existências à partir deles. Substituímos, ou fomos levados a substituir, a essencia verdadeira por eus compensatórios, paliativos, de modo que o paliativo virou a regra e a essência ficou esquecida.
    Mas essas distorções paliativas ainda são indicativos de nossa natureza, às vezes operando no oposto, às vezes operando de forma deficiente ou adoentada.
    É preciso reconhecer isso, para se começar o caminho de retificação das próprias energias válidas e da própria natureza essencial eclipsada pelas sombras que projetamos.

  2. É … uma pura verdade!!

  3. E o que a gente faz com as verdades, depois que as constata?
    A gente diz…é, estou fora…ou a gente se pergunta o que pode fazer com elas e, depois de obtida a resposta, trata de agir armada de uma maior percepção?
    Nem precisa responder.

  4. Quem são nossos verdadeiros inimigos, digo, os da humanidade, humanidade do ponto de vista comum, individualidade conectada a tudo e a Ele com a esperança de salvação divina, de um bem maior e acessivel a todos. Estes, são inacessíveis a nós, na verdade, sabemos quem são, onde estão, mas não podemos toca-los, troca-los, nos desfazermos deles. São esfinges, imutáveis, que controlam nossos destinos. O poder. Então vivemos nossos dramas, pequenos, infrutiferos, assistindo ao drama humano, da especie humana. Não, nós não mudamos em nada, nem uma virgula na descrição de nossa personalidade coletiva. O inconsciente coletivo? Na verdade ele é fruto da manipulação subjetiva de nossa personalidade individual, feita pelo poder, esse é o verdadeiro inimigo. Nossa percepção, ela é tão frágil e insuficiente para mudar o mundo. Desejo do fundo de meu coração, com toda a fé que eu consiga alimentar dentro de mim, confrontada com a tristeza de um mundo dominado, espero que Jesus Cristo realmente volte e corrija tudo, e me prove que tudo não passou de um erro, que nós não somos estas tristes criaturas, animais brutais com um cérebro enganador, iludido, numa busca sem fim, preso na órbita do pensamento, sempre a criar novas esperanças.

  5. O Cristo está dentro da gente, não está fora. Ele mesmo, um ser humano conectado à divindade, afirmava que o Reino estava dentro, não fora. Fora de nós, existem uma infinidade de seres (e nós também somos seres), com consciências muito superiores às nossas, dada à conexão com a realidade que elas têm.
    O que vivemos em grande parte é mesmo ilusão, não porque os ambientes e coisas com as quais lidamos não sejam verdadeiras, mas porque nossa interação e conexão com elas é deficiente e pobre.
    Essa conexão pobre foi fabricada e reforçada social e culturalmente, o é até hoje, impedindo que as novas gerações se vejam de verdade, que as pessoas entendam e percebam seu verdadeiro potencial e natureza, para que assim possam crescer.
    Existem muitas artimanhas psicológicas e dificuldades materiais justamente para que as pessoas continuem a se preocupar com o básico (ou com mesquinharias), sem jamais poderem darem um salto qualitativo em suas existências.
    É isso o que precisa ser mudado. Não sei se vai haver Jesus Cristo fora de ti mesmo que o faça.

  6. É isto Benja, mas citeu Jesus o Cristo como o exemplo mais prático ma maldade humana. Vejo pessoas sem um pingo de conhecimento e “cultura” muito mais livre que muitos dutos cientistas doutores da sabedoria humana. Hoje qualquer jovem já é preparado desde a mais tenra infancia a criar suas possibilidade e a materializar seus desejos, porém a parte da lição que toca na questão da liberdade e da evolução não é ensinada em lugar universidades. Por isso temos bilhões de escravos do medo, guiados e arrebanhados peo maior inimigo da humanidade, o poder. Ser livre é abrir mão da parte que nos oferecem neste “mundo”, mas que nos aprisiona para sempre.

  7. Rob, a coisa é simples: é preciso entender logo o que é artificial e o que é verdadeiro, o que é transitório e o que pode ser perene.
    Dentro dessa lógica, tchau pra tudo aquilo que subtrai: relações de trabalho injustas, mídia emburrecedora e animalizadora, amizades que não dizem nada, relacionamentos fajutos de qualquer espécie (mesmo que seja com a mãe ou com a própria esposa), planos e projeções que não encontram sua contraparte no Eu que os elabora e tudo aquilo que vai contra a verdade que podes apreciar e viver.
    Acabou o tempo de ser escravo. Não tem mais sentido, não funciona, sabemos que é burrice, não nos enganam mais.
    Então, porque compactuar com a loucura?
    A gente, que é mais velho e mais rodado, tem mais é que começar a produzir significações para os novos que estão chegando e encontarndo o velho deserto disfarçado de oásis de possibilidades.
    Temos que fazer a nossa parte digna na história, porque pagamos caro para perceber essas armadilhas que estão aí.
    Então, nossa função é desmontá-las com a coerência que não nos saiu de graça e dizer para os que estão chegando: olha, vocês não precisam mais passar por esse labirinto todo para encontrar o óbvio, está aqui o que realmente tem significado.

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