A CIVILIZAÇÃO DESEJÁVEL.

A CIVILIZAÇÃO DESEJÁVEL.

Enquanto a vontade de poder

continuar substituindo o amor à vida em nossa civilização,

a desconfiança continuará sendo a moeda corrent

e nos relacionamentos humanos.

O olhar desconfiado é um prejuízo, quem é alvo dele é,

ainda que inocente, induzido a se justificar e se explicar,

o que faria essa pessoa parecer culpada sem sê-lo.

A desconfiança mantém a civilização em eterno prejuízo,

incontáveis horas e recursos materiais são destinados

diariamente a um exercício de justificação em nome da inocência.

É hipócrita afirmar que todos somos inocentes

até provar-se o contrário.

Na prática somos todos culpados sob o artifício da desconfiança

e obrigados a justificar nossa inocência.

É esta a civilização desejável?

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A verdade é evidente, mas as pessoas resistem a aceitá-la porque ao fazê-lo o edifício inteiro de suas realidades seria desintegrado. Porém, a preguiça não é uma razão nobre para resistir à verdade.

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Há assuntos que acontecem sem que necessariamente você tenha participação direta, mas que afetam sua vida pessoal. Esses assuntos são produzidos pelo momento mundial e será melhor prestar-lhes a devida atenção.

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Amar é tornar-se transparente para que o melhor do coração se irradie ao Universo, sem fazer distinção alguma a respeito de quem se beneficiaria. amar é uma tarefa sagrada, é o melhor que uma alma pode oferecer.

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Administre a dureza das circunstâncias atuais com mão firme, mas não desprovida de elegância e doçura. Essa rara mistura assegurará que as circunstâncias sejam superadas definitivamente para nunca mais se repetirem.

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Agora tudo depende de decisões, seu livre arbítrio foi chamado a entrar em cena e criar disposições insuspeitadas no início da situação em andamento. Aja despreocupadamente, sem temor sobre os resultados.

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Encare com bom humor a falta de equilíbrio que faz parecer que só você trabalha e que ninguém oferece recompensa. Encare a aparente injustiça com bom humor para não estragar a oportunidade que ela representa.

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O prazer decorrente da tarefa cumprida é incomparável. Por que então a alma se distrairia com outros assuntos de menor importância? Por preguiça ou conveniência, mas nenhuma das duas hipóteses seria nobre.

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Perdoe as ofensas e faltas que contra você tenham sido cometidas e, talvez, também as suas faltas sejam perdoadas. Todos os humanos cometem faltas, isso é comum, mas só as pessoas especiais perdoam.

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Cultivar ressentimentos é a maneira mais eficiente de amarrar sua alma àquelas pessoas que funcionam como algozes, sendo que algumas fazem isso inadvertidamente. Melhor parar com essa história de ressentimentos.

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Divertir-se não significa escapar de suas responsabilidades. É necessário organizar-se para que haja tempo disponível para tudo, tanto para o cumprimento das obrigações quanto também para divertir-se saudavelmente.

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A ajuda que você prestar hoje será a facilidade que misteriosamente o destino oferecerá a você num momento que só ele conhece. Porém, não preste ajuda contando com isso, mas com pureza de coração.

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A verdade é que você poderia dar conta imediatamente dos acontecimentos. Porém, é verdade também que uma ponta de preguiça ameaça a oportunidade e cria condições para os problemas se estenderem inutilmente.

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Fonte: Quiroga.

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~ por arauto do futuro em maio 20, 2011 sexta-feira.

2 Respostas to “A CIVILIZAÇÃO DESEJÁVEL.”

  1. É porque a gente tem a tendência por julgar e culpar os demais por aquilo que nos cabe corrigir interiormente. É mais fácil, aparentemente, encontrar atores externos culpados por diversas mazelas, do que ser capaz de enxergar e remover as mesmas de dentro para fora.
    E por mais que sejamos diversas vezes julgados de forma errônea e até condenados por atos que não nos cabem, aqueles que se mantém firmes em sua consciência e razão flexíveis, mas solidamente alicerçadas na ordem amorosa e criativa, acabam encontrando um caminhar de progresso, enquanto aqueles que estão empenhados em condenar e julgar, acabam encontrando o retorno do próprio julgamento em situações difíceis, onde não há ninguém mais a culpar.
    Eu só peço a Deus, que está fora mas também dentro, que não permita que eu me torne rancoroso, quando for vítima de rancor, que não me torne odiento, quando for vítima do ódio, que não me torne mesquinho, quando for vítima da mesquinhez.
    É preciso muito mais coragem e firmeza para fazer isso, do que sair estapeando meio mundo pela frente, como às vezes é nossa vontade sincera.
    O problema da ignorância é que ela contamina.

    PS. Disse que não iria escrever mais, pelo jeito, isso eu não consigo fazer. Tem coisas que, à despeito de nossa vontade, se impõem. Vá entender esse feixo de vontade que se chama alma!

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