O QUE É FELICIDADE?

O QUE É FELICIDADE?

A civilização é o conjunto de regras consensuais

cujo motivo principal é o estabelecimento

do melhor campo possível no qual os seres humanos

prosperemos e sejamos felizes.

O que é felicidade?

É o estado de ser em que a alma não cabe em si

e irradia bem-estar a toda a criação.

Felicidade, por isso, é o oposto do egoísmo,

que é o estado de ser que nunca vai além de si,

irradiando influência nenhuma e, pelo contrário,

predando a criação e sugando os recursos e a luz

como faria um buraco negro cósmico.

A civilização que exalta o egoísmo

é a que assina sua autodestruição,

processo que está em pleno andamento

e que adquiriu uma velocidade vertiginosa nos últimos anos.

Os ajustes necessários para que o caminho original

seja recuperado dependem de cada um de nós

irmos substituindo o egoísmo pela felicidade.

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A simplicidade é rara, mas tem em si o potencial de satisfação que elementos mais sofisticados nunca conseguiriam oferecer. Será por isso que é muito raro as pessoas praticarem a simplicidade?

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Ainda que certas pessoas cometam erros que provoquem problemas diretos a você, evite enveredar para o lado de culpá-las, pois isso criaria um estado de conflito que tornaria mais difícil encontrar as devidas soluções.

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As coisas não têm lógica alguma ou se por acaso tiver, essa está tão oculta que não dá para compreendê-la. Porém,  não deve se ver nisso um contratempo, mas a oportunidade de luzir a intuição.

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Tome atitudes para melhorar o estado dos relacionamentos que considerar mais importantes. Trate as pessoas como gente, evitando considerá-las objeto de interesse, de curiosidade ou mesmo de cobiça material.

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Trate seu corpo com a devida doçura para que continue lhe servindo da melhor forma possível. Seu corpo é o principal instrumento de expressão, sem o qual suas grandes idéias nunca poderiam ser realizadas.

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Retroceda sem temor de que as coisas demorem mais do que você gostaria. Retroceda porque isso é necessário para sua alma recuperar o fôlego e depois arremeter com força renovada na direção dos objetivos pretendidos.

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Agradeça o fato de algumas pessoas serem firmes com você, demonstrando a inutilidade de continuar lutando por certas ilusões. Rasgar o véu da ilusão é sempre dolorido, mas fundamental para o desenvolvimento.

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Agradeça o fato de algumas pessoas serem firmes com você, demonstrando a inutilidade de continuar lutando por certas ilusões. Rasgar o véu da ilusão é sempre dolorido, mas fundamental para o desenvolvimento.

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Em vez de tentar controlar tudo que acontece, faça o contrário dessa vez. Permita que o descontrole tome conta das situações em andamento e observe com atenção como as pessoas reagirão a isso.

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É necessário atingir a aparentemente impossível condição de todas as pessoas concordarem e se unirem em torno de um objetivo em comum. O que até aqui era apenas utopia se transformou em necessidade premente.

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A mente que duvida é a mente que continua pensando. Porém, em algum momento se tornará necessário tomar decisões, a despeito de não ter certeza sobre elas. Não importa! Saiba que a certeza absoluta não existe.

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Os maiores riscos nunca serão os de ordem material, mas os de dimensão emocional, já que ao você investir seu coração num relacionamento nunca terá certeza do que poderá acontecer como resultado disso.

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Fonte: Quiroga.

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~ por arauto do futuro em maio 21, 2011 sábado.

8 Respostas to “O QUE É FELICIDADE?”

  1. A definição de felicidade está perfeita “o estado de ser em que a alma não cabe em si e irradia bem-estar a toda a criação” porém um conflito ainda me surge, como fazemos para que esse estado tome conta de nosso ser na maioria de tempo dos nossos dias diante de situações que enfrentamos no trabalho por exemplo? Será porque diante uma crítica ou contestação nos sentimos inferiores ou o próprio medo de perder o emprego. Ou porque queremos ser superiores a tudo e a todos e com isso se resume o egoísmo?
    Como fazemos para treinar o desprendimento do egoísmo e aceitar pontos contra nossa pessoa?

  2. Tento responder tua pergunta, Fernando, e apenas tento, portanto me perdoe já antecipadamente se te falar algo que não procede.
    As pessoas não se conhecem, mas acreditam que conhecem muito bem os demais. Isso porque têm o costume de entender a realidade por rótulos. Se tu tá abafando e cheio da grana, teu rótulo é um, se tu faz isso ou aquilo, teu rótulo é outro. Mas, no meio disso, quem somos mesmo? A apreciação dos outros ou a informação sincera e inequívoca que temos de nós mesmos?
    Muita gente também se vê rotulada por si mesma e esquece de apreciar outros aspectos íntimos, geralmente os mais verdadeiros. Todos os aspectos que possuímos interiormente são forças, algumas estão equilibradas, outras nem tanto, mas ainda são forças. Se entendidas e educadas, transforma seu portador em agente e vivente de circunstâncias melhores e mais abrangentes.
    Importante é se conhecer sem máscaras para não ser abatido pela opinião ou contingências alheias, mesmo a mais negativa. Tudo tem jeito, se olhado de frente, mesmo nossos piores defeitos.
    Então, não esquente com os outros, nem com as obrigações, nem com as contingências. Com sinceridade, conhecendo até onde podemos ir, com transparência e um centro reconhecido dentro de nós mesmos, nossa capacidade de adaptação e transformação da realidade cresce muito. E a felicidade aparece. Teu barco pode enfrentar o vendaval que for, se o capitão do mesmo, tua consciência, estiver acordada.

  3. Fernando, para as pessoas que vivem em mega-cidades e metropoles, ou que estão envolvidas em processos, digamos desgastantes ou estão inseridas em sistemas de vida que as mantém presas e ligadas a um dia-a-dia frustrante e/ou desgastante, para estas pessoas a felicidade é um utopia, uma meta inatingivel. Eu vivo no interir, e vejo diariamente a expressão mecanizada, a face fria, indiferente de inumeras pessoas ligadas a produção de bens e produtos superfulos, como o fumo, bancarios, funcionários publicos com a mente mecanizada. Para estes, a felicidade e aquele suspiro que ainda está por vir, e o passado é mera recordação.

  4. Amigo Fernando, depois de pensar em seu questionamento resolvi me expor, talvez te ajude.

    O que tu sente nada mais é o que o limite que tua realidade te impõe. Como uma dimensão que te envolve. Meditar, como o Beijamim falou é bom, viajar no teu espirito é saudável, mas a tua relação com o mundo fisico, com a matéria e as pessoas, este tem limites. E toda vez que te sentires desconfortável é porque tocas no limite da dimensão que te envolve, perceba onde e com quem estas, muda, sai dali. É o único jeito, ou podes tentar e forçar tua natureza, as consequencias disso já estas sentindo. Tenta ser o que nasceste para ser, viva o que sentes e sinta o que vives, este seria o inicio do caminho para a felicidade. O mundo, o mundo é ilusão, seja mais calmo, mais quieto, te afaste e observe mais as pessoas, ouça o som do silencio que vive dentro de ti, não tenha medo de olhar para si mesmo. Seja franco consigo e aceite que estas experienciando tua existência e isto é único e fundamental, antes que te seja tarde demais.

  5. Obrigado a todos por opinarem e responderem a pergunta, meditar é algo que já venho fazendo a um tempo e realmente está ajudando. Estou pesquisando e buscando uma mudança de realidade, que seria a saída de mega-cidades e metrópoles, alguém sabe de algum lugar bom para buscar a harmonia e vivência com a natureza? Existe uma sociedade de pessoas que não buscam coisas materiais e sim o auto conhecimento? Se alguém souber de alguma coisa por favor me avise.

    Obrigado

  6. Fernando, as pessoas, principalmente os jovens de hoje, estão destruindo magia do mundo, com o racionalismo excessivo.
    Nem tudo deve ser entendido literalmente, por isso não compreendeste o que te dizia.
    Por exemplo: quantas vezes voce sentou sozinho e …………………….. e ficou curtindo o the logical song, do supertramp, e ficou meditando naquela letra tão enigmatica? lembrando do teu tempo de guri e das coisas simples que te faziam feliz, e que substituiste por coisas tão caras pra ti?
    Quantas vezes voce desejou destruir esta crosta, esta carapaça que a sociedade e seus valores foram construindo em torno de ti?
    Quantas veses voce tentou se desapegar de teus valores que te mantém boiando na superfície do ser, como uma tábua de salvação, e desejou mergulhar fundo em sí mesmo, conhecer a base do ser?
    Por que tu não mudas, e fica mais em casa, trabalha menos, ganha menos, abri mão do fardo pesado que carregas junto de tí, como um baú de gardados? Esquece a sociedade, o mundo é uma ilusão, o amor é real, o mundo não.
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    Nota: Lamento Marco, mas quanto a parte ‘censurada’ em sua resposta, vc pode enviar diretamente ao email do Fernando. Arauto.

  7. A felicidade é uma sensação tão íntima, tão pessoal que tentar defini-la seria o mesmo que padronizar nossas mentes, tornando-nos cópias de nós mesmos, e é justamente a complexidade do nosso dna que possibilita esta infinita variação de personalidades e tons mentais, esta incrível capacidade que tem de transmitir a memória da alma no seu imenso arquivo. Fazendo de nós seres unicos, com diferenças quase imperceptíveis, mas que nos geram valores e sensibilidades diferenciadas. A percepção está em diferenciar sensações de sentimentos.

  8. Estava aqui pensando no último comentário do Fernando, aliado ao do Luis, e percebí algo que liga as duas coisas. O Fernando procura, com razão, um lugar descondicionado, longe das metrópoles, mais rural ou natural, portanto. O luis esclarece que a percepção, o ato de realmente perceber as coisas, passa pela atenção que temos sobre nosso íntimo, na diferenciação que podemos fazer entre as sensações que nos arrastam pra lá e pra cá, e o conteúdo propriamente dito que as emoções carregam.
    Vou dizer para o Fernando que não há ainda um lugar assim, uma comunidade sustentável acoplada numa região florestal, por exemplo, sabendo fazer uso sustentável dos recursos, vivendo bem, com qualidade de vida e harmonia com a natureza e os demais parceiros na empreitada.
    Não conheço nenhum lugar assim, talvez a Comunidade do Matuttu em Minas, existem algumas outras experiências por aí.
    O que percebo, mesmo estando aqui no Acre, no meio da Floresta, é que as cidades são sempre cidades, núcleos urbanos florestais ainda são utopia, reservas extrativistas existem bem no papel, mas na realidade falta muita estrutura para a população que nelas vive.
    Tudo porque as pessoas entendem as coisas necessárias, mas não a compreendem suficientemente, nem ao preço que terão de pagar em novos hábitos e perspectivas. Também falta apoio concreto dos governos, ninguém empreende nada sustentável sem linha de crédito e apoio técnico eficiente. Então as pessoas se mandam para o campo, cansadas da cidade, assim como fiz, mas vão com a mesma falta de conhecimento íntimo para outros lugares, levando consigo as cargas e necessidades de sempre, além de não contarem com recursos, conhecimento e apoio necessário.
    Eu acho que o circuito está mais fechado ainda do que parece, porque nossas perspectivas também estão fechadas. É preciso abrí-las antes de fazer qualquer coisa.

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