O DESÂNIMO.

O DESÂNIMO.

A ponta de desânimo

se transforma em corda de amarrar navios,

qualquer alma medianamente sensível

se desanimaria diante dos acontecimentos em curso.

Não é necessário compreender a lógica,

pois essa inexiste,

as sensações são informações preciosas,

mas por termos nos convencido

de que essas seriam “apenas sensações”

temos de lidar com o desânimo

como se fosse algo exclusivo de cada uma de nossas almas

e não a expressão do somatório de injustiças gritantes

praticadas diariamente por aquelas instituições

originariamente destinadas a nos proteger

e fornecer meios eficientes para o progresso.

Nossa espécie é uma só,

o que acontece conosco se dissemina através de todas as partes,

cada um de nós.

Porém, como isso é desconsiderado

temos todos de lidar com essas sensações gritantes

como se fossem problemas particulares.

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O ciúme não é sinal de desejo, mas de insegurança e fragilidade. Ainda que as pessoas se convençam de o ciúme manifestar como elas se importam umas com as outras, nada poderia estar mais longe da verdade.

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A distração precisa ser combatida, pois ainda que você não se sinta com essa bola toda e o ânimo tampouco seja vibrante, há assuntos que merecem cuidado e atenção e, com certeza, a dispersão não ajudaria nem um pouco.

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Evitar o que de toda forma deverá ser enfrentado e consumado não é uma demonstração de integridade, pelo contrário. Ainda que não sinta aquele ânimo luminoso que alimenta a boa disposição, mesmo assim faça o necessário.

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A manifestação consciente de responsabilidade é tentar expressar os sentimentos da forma mais clara possível, para que não haja lugar a dúvidas. Isso é sinal de consideração, a maior responsabilidade de todas.

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Sua força não reside em repetir as estratégias que deram certo no passado, mas em experimentar aquelas novas que ficam ressoando na mente. O medo não deve ser seu conselheiro neste momento da vida.

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Ainda que as adversidades pareçam insuperáveis, se você fizer o supremo esforço de sincronizar sua vontade particular com a vontade maior que anima toda a vida, então o humor mudará e tudo se resolverá com relativa facilidade.

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Quando os erros acontecem é tentador buscar culpados para aliviar a sensação íntima de que as coisas poderiam ter sido mais bem administradas do começo. Melhor passar por essa fase o mais rapidamente possível.

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Ter vontade de dizer algo não é sinônimo de ser oportuno dizê-lo. O que é mais importante? Desembuchar o que você tenha a dizer ou considerar com atenção a necessidade que as pessoas tenham de ouvir o que você deseja dizer?

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Amar não resolve, complica. É que no ato de amar você vai precisar incluir todas as pessoas em seu coração e resolver os paradoxos e discórdias que a falta dessa liga cósmica, que é o amor, provoca.

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A paciência é, afinal de contas, uma espécie de estado de graça que permite navegar por águas turbulentas com destreza e despreocupação. A paciência não cai do céu, você deve forçar sua mente a tornar-se paciente.

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Se a alma humana percebesse a libertação que ocorre através das decepções, as experimentaria com bom humor e alegria em vez de enfado. Porém, apegada como é aos seus próprios erros, nossa humanidade teme as decepções.

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Escolha a simplicidade, pois ainda que isso pareça uma forma piegas de enfrentar os acontecimentos, na prática resolverá muitas coisas com maior eficiência do que se sujeitando a estratégias sofisticadas.

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Fonte: Quiroga..

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~ por arauto do futuro em julho 18, 2011 segunda-feira.

Uma resposta to “O DESÂNIMO.”

  1. As emanações positivas e negativas que estão no mundo, fruto principalmente de nossas escolhas traduzidas em pensamentos, sentimentos e atos, são percebidas por nós humanos como sensações.
    Na verdade, são configurações e disposições energéticas que nos tendenciam a todo instante.
    Somos mais ou menos suscetíveis de atendê-las se formos inconscientes de seu processo, se não as tratarmos como energias atuantes mesmo, colocando-as no roll das pequenas sensações ou sutilezas, não sendo atentos à intenção que a energia deseja manifestar através de nossos corpos.
    No caso do desânimo que realmente me abateu por esses dias, posso dizer que primeiramente ele está no mundo sim, mas o que faço com esta energia é escolha minha.
    Escolhi deitar na cama e foi um grande erro. O que era tendência e pressão, virou ato consumado.
    Porque se escolher me levantar, à despeito das energias atuantes, vou estabelecer outro polo de atração, outra disposição e configuração de energias.
    Tudo passa, o melhor é rir, mas tua disposição não pode passar.

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