DIRETORES DE ORQUESTRA

DIRETORES DE ORQUESTRA.

Lua míngua Vazia em Peixes, fenômeno que se estenderá até a noite de amanhã.

Os ótimos diretores de orquestra

se antecipam às notas que devem ser tocadas pelos músicos,

dirigindo-os com seus gestos.

Os medianos diretores de orquestra

fazem os gestos simultaneamente

às notas emitidas pelos músicos.

Os péssimos diretores parecem correr atrás

do que os músicos tocam, não dirigindo,

mas sendo dirigidos por eles e elas.

Os governantes do mundo de hoje

são como os péssimos diretores, correm atrás das circunstâncias,

não governam, não dirigem,

são escravos de uma voragem que ninguém domina

porque suas causas são remotas,

estão além da compreensão política.

Há escassos seres humanos dentro desse mundo

que são bastante iluminados,

a eles devemos nossa reverência e apoio,

pois em suas mãos está o futuro possível.

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Seus problemas não são mais difíceis do que os problemas alheios. É propício evitar que o surgimento de diálogos a respeito dos problemas em andamento se converta numa competição para ver quem sofre mais ou melhor.

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Anda difícil sua alma conseguir colocar em marcha sua vontade, as circunstâncias possuem uma força que, no momento, é insuperável. O que fazer? Dobrar-se às circunstâncias ou teimar em fazer valer a sua vontade?

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Começar do zero não é uma situação ruim, é a melhor oportunidade possível; é o rejuvenescimento, o renascimento daquele ardor original sem o qual você não seria quem você é. Aceite e siga em frente.

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As limitações são reais e por isso melhor será respeitá-las e de todas as formas possíveis restringir os movimentos de acordo a essas. Não é a situação ideal, mas é a que se encontra disponível. Um passo depois do outro.

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A aversão ao risco se nutre de raciocínios prudentes. Isso é importante, porém, no momento atual ainda mais importante seria você compreender a necessidade de arriscar-se a experimentar novas formas de lidar com tudo.

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Já que o mundo está com pressa, melhor você andar devagar, fazendo tudo com muita atenção e capricho. A pressa não é apenas inimiga da perfeição, ela é eterna aliada da ansiedade, a pior conselheira possível.

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A oscilação veloz entre a percepção de perspectivas amplas e de outras absolutamente estreitas resulta em estresse, pois fica difícil entender, afinal, qual seria a verdadeira natureza das perspectivas.

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O que estiver disponível é propício aproveitar, ainda que não seja o imaginado ou o ideal. No momento é melhor aproveitar o que estiver disponível do que continuar teimando em atingir a perfeição dos objetivos.

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Olhar em volta e perceber que está tudo relativamente bem apesar de todas as previsões sinistras que a ansiedade fez; nada paga uma experiência íntima dessas! Contudo, que isso não sirva para abaixar a guarda.

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Quem conseguir pensar menos individualmente e mais grupalmente, esse conseguirá enxergar a verdadeira vantagem do momento. Acontece que os problemas em marcha não podem ser solucionados a não ser em conjunto.

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As reviravoltas são intensas, mas no fundo há o que celebrar como resultado futuro delas. Sua alma pressente isso e não se atemoriza excessivamente, ainda que em certos momentos essa atitude pareça ingênua.

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Fonte: Quiroga..

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~ por arauto do futuro em agosto 15, 2011 segunda-feira.

2 Respostas to “DIRETORES DE ORQUESTRA”

  1. Olhar em volta e perceber que está tudo relativamente bem apesar de todas as previsões sinistras que a ansiedade fez; nada paga uma experiência íntima dessas! Contudo, que isso não sirva para abaixar a guarda.

    Hoje acordei assim,achando que tudo estava relativamente bem apesar de minha previsão sinistra……um silêncio ensurdecedor lá fora……
    A previsão foi que nada tinha mudado quando se esperava uma mudança,mas o mais engraçado é que esse pensamento me fez pensar que era o contrário.
    Algo ia acontecer,só não sei o que é ainda……..

  2. É porque a “mudança” depende de todos nós. Nossa ansiedade e desconhecimento das forças colocadas em andamento por nós mesmos, através de pensamentos, sentimentos e atos é que configuram a realidade do mundo humano.
    Antes de cada ato, existe uma necessidade. A maioria de nós opera atos sem clarear a própria necessidade, sem um conhecimento mais exato daquilo que nos move. É muito fácil se perder assim e se tornar refém de sensações que não explicamos. Também fica mais fácil ser dirigido por sugestões, principalmente aquelas que atendem às necessidades mais básicas: afeto, liberdade e segurança.
    A publicidade deita e rola em cima da ferida, e os publicitários ainda se acham grandes gênios por manipularem e reforçarem a ignorância. Mas o destino de quem se acha gênio é perceber-se ridículo quando a verdade aparece.
    Isso ocorre no meio jornalístico, no artístico, no musical, no político, em todos os campos. Pessoas super especializadas sem noção do todo, sem entendimento da complementariedade necessária entre as partes, tanto no que se refere à natureza quanto a vida em sociedade.
    Gente sem noção e como sempre, se achando o máximo. Nada é mais perigoso do que isso para quem pretende lidar com a verdade e fazer alguma coisa de fato verdadeiramente útil acontecer.
    O único remédio que conheço pra esse padrão é a prática da auto-observação diária, através da meditação. Coisa simples: relaxar num lugar calmo e se observar internamente e atentamente, sem barrar fluxo de pensamento algum. Apenas não se deixe levar por eles. Vai acabar dormindo se não tiver a atenção. Se conseguir ficar acordado, perceberá que você é muito mais que seus pensamentos, pelo menos vai ter certeza que você e eles são coisas distintas.
    E aí que começa o auto-conhecimento e alguma possibilidade de controle das situações.
    Ignorância
    Ignorância é tudo aquilo que nosso ego faz questão de ignorar, não tem nada a ver com o fato de ser letrado ou iletrado.
    Nosso ego é um impostor, não é a gente de verdade. Por isso, seu destino é morrer, desaparecer, ser eliminado sem deixar lembrança. Não é o ego que reencarna. Então, se você se identifica muito com essas camadas de calosidades que chamamos de personalidade, saiba que ela tem começo, meio e o fim é certo. Não há apelação possível e não fui eu quem inventou as regras.

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