O ESPÍRITO DA ÉPOCA.

O ESPÍRITO DA ÉPOCA.

É melhor construir uma casa nova do que reformar a antiga,

nesta frase lapidar está sintetizado o espírito de nossa época.

As fundações da antiguidade não seriam eficientes

para suportar o edifício que servirá

para satisfazer as necessidades humanas no futuro e,

por isso, se deve rejeitar sumariamente a perspectiva

de se aproveitarem as estruturas existentes.

Começar do zero é a melhor idéia,

pois essa seria a única maneira de não exportar ao futuro

os erros da antiguidade nem tampouco contaminá-lo

com os vícios que, mesmo cobertos das razões tradicionais,

produzem miséria e drenam recursos em vez de multiplicá-los.

Entre iniciar a construção de uma casa nova

e abandonar a antiga há um tempo confuso,

no qual tudo parece perdido

e não há senso de familiaridade

ao qual se agarrar para sentir-se seguro.

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As discordâncias são muito mais relativas à forma com que as coisas são ditas do que próprias da essência delas. No fundo parece que as pessoas não se entendem porque não o desejam mesmo. Isso não tem solução.

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Ainda que seu impulso seja o de chutar o pau da barraca sua alma reconhece que isso não seria apenas ineficiente, na prática seria contraproducente. Por isso continue aprimorando a estratégia e usando a diplomacia.

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Amplie o horizonte de sua mente para abranger compreensivamente os acontecimentos perturbadores da atualidade. Esses não representam um fim em si mesmo, apenas um degrau necessário para o que está além.

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Os problemas parecem relativos a finanças, mas a dor é muito mais profunda do que isso. O que está em jogo é o verdadeiro valor das coisas e relacionamentos, algo que até aqui foi desconsiderado pela ideologia vigente.

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Fazer as pessoas enxergarem que você estava com a razão há muito tempo e que elas não prestaram atenção seria, agora, um exercício de futilidade. O assunto é tocar a bola para frente e tomar as medidas pertinentes.

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As demonstrações de força só acirram os ânimos e empacam ainda mais o que seria desejável conservar em pleno dinamismo. De vez em quando dá a sensação de os humanos gostarem mais de brigar do que de qualquer outra coisa.

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Este é um tempo que não admite tolerância com o que atrasaria tudo só por desconhecimento e imperícia. Evidentemente, as pessoas não estão acostumadas a ser cobradas, mas não entendem que o tempo atual é diferente.

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Desejar é poder, mas poder maior ainda é ter tudo na mão para realizar, porém, conter-se e dominar-se ao perceber que o momento não é propício à ação. Demonstrações manifestas de poder são geralmente sinais de fraqueza.

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Ainda que seja uma experiência dolorida, nada melhor do que reconhecer a profundidade dos erros cometidos para resolvê-los. As pessoas que fazem a diferença cometem erros como quaisquer outras, mas os consertam.

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O ardor dos desejos sempre estará presente em sua mente e coração, porque esta é a percepção preferida de sua alma. A experiência, no entanto, deve ter ensinado a você o valor do empenho para a realização.

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Ceder à pressão que as pessoas fazem seria o mesmo que desconsiderar sumariamente a voz interior que dá outro sentido diferente aos acontecimentos. Esse dilema não é fácil de resolver, mas você consegue.

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Neste momento será mais fácil romper relacionamentos do que se esforçar para sustentá-los por mais algum tempo. A facilidade, no entanto, não significa necessariamente que essa seja a melhor perspectiva possível.

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Fonte: Quiroga..

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~ por arauto do futuro em agosto 24, 2011 quarta-feira.

6 Respostas to “O ESPÍRITO DA ÉPOCA.”

  1. Nem todos suportam essa fase de vazio absoluto de significações que ocorre entre o abandono de uma “casa” e a construção de outra.
    O simbolismo do homem que clama no deserto é bem esse, fica-se no deserto, e isso pode durar alguns anos.
    Pra complicar mais o quadro, todas as ilusões acalentadas e bem alimentadas antes de se iniciar o caminho no deserto, começam a espernear dentro da alma.
    A solução pra essa equação não é tão simples.
    Por isso optei por conhecer de perto e trabalhar as próprias sombras, pra ter mais certeza de que elas não levam a lugar algum.
    Mesmo assim, é uma desconstrução paulatina.
    Se alguém tem mais dados pra resolver essa equação, não ficaria triste em vê-los apresentados.

  2. De qualquer modo, esse negócio de olhar a própria sombra não deve se converter numa desculpa que acaba por se configurar como “licença prévia para viver gloriosamente a própria sombra”.
    Aí, a gente se afunda ainda mais. É melhor mesmo procurar aplicar o já sabido, tirar as luzes que estão debaixo da cama para iluminar bem o recinto inteiro.

  3. Bom, a equação já está melhor resolvida.

    NA verdade, a luz tá descendo mesmo, e é muita luz.

    Tem que praticar tudo de bom que se sabe, viver isso, sem falsidade, com o pé no chão, sendo portanto paciente consigo mesmo e com os outros, mas sem deixar de dar o máximo quando se trata de si mesmo.

    O que as pessoas não sabem – e precisam saber – é que, quando a luz desce, o seguinte acontece:

    “Dá vontade de correr / E começar a chorar”

    E não é de alívio, é de desespero. Dá vontade mesmo de se cagar todo, tua pressão baixa e desce suor frio. Porquê? Desculpa eu ser o desmancha-prazeres. É porque a ilusão nossa é muito grande, o ego é muito grande, a ignorância é muito grande – à despeito de nossas melhores intenções – e esse conjunto todo arraigado não aguenta, simplesmente não suporta a luz em nenhum sentido que se possa imaginar.

    Não tem suporte, estando dominado por isso, ou mesmo sob influência. O aspecto que tiver, dança na hora. E na prática, a gente sofre. Muito.

    Então vamos se preparar pra isso, é este o evento, o resto, seja o que for, é cortina de fumaça perto de tua capacidade de se curar do ego ou não. E o ego, é um grande enganador, o melhor deles. Deus tenha misericórdia!

    Meu Divino Pai Eterno
    Soberano Onipotente
    Voz curai os vossos filhos
    Que se encontram doente

    Vem trazer o resplendor
    Que se encontra em Seu poder
    Voz que dá a vossos filhos
    Aqueles que merecer

    Vem descendo devagar
    E só vê quem acordou
    Quem humilde, compreendeu
    E com amor trabalhou

    Tudo o que eu já disse aqui neste blog, bem como no pistas, me parece muito, infinitamente pequeno perto dessa mensagem.
    Quem compreender isso, tem por onde trabalhar, ou se aliar, se Deus quiser, com quem sabe e pode ajudar. Porque é uma batalha com momentos duros. Mas a gente também não é feito de açúcar.

  4. O que chamamos de ego, opera e é de fato como uma “instalação alienígena” perante a verdadeira identidade que pode dizer Eu Sou O Que SOU. A faxina que a luz opera é no ego. Ele esperneia, e morre. O problema, é que vivemos identificados com o ego. Então, esperneamos juntos.
    Deixa eu ir um pouco mais fundo, de ego, pra ego. Esse aqui que está falando e raciocinando, é um ego. Nem deveria usar o nome Beijamim, que é o nome verdadeiro do EU. Então, é complexo, porque vou ter que dar um jeito de morrer voluntariamente – essa identidade que tanto acalento – para que o verdadeiro, para o qual, tudo de melhor que tenho é somente uma extensão pequena e medíocre até, possa realmente habitar. A gente está se referindo ao Eu Divino, e não é pouca coisa. É só o máximo e o melhor que pode acontecer.
    Agora entendo porque os verdadeiros mestres são humildes, simples, calmos, compassivos. Se o ego deles não morreu, já está quase morto.
    Iluminar-se é efetuar essa morte de apegos e medos e ambições e projeções ilusórias, antes do desencarne. Depois, não sei se adianta.

  5. Os antigos, estes antigos e sua sabedoria…. O Véu….

    Parece simples e extramente complicado, porque o é, e não é.

    Assim, como ver atrás do pano do teatro de marionetes, e ver ali, desvendado o segredo, o mistério, assim, num: instante, e cai a mascara, o véu. Simples assim.

    Alguns de nós, prefere o espetáculo e o jogo intrínseco de ramificações complexas que servem de base a esta estrutura…. mas é tão grandioso quanto frágil, o nosso jogo de convenções.

    Dispa-se de si, morra em vida, mate o ego e seus truques de pensamentos, e fique nu diante de si mesmo, encara tua frágil situação humana, e descubra porque o homem é o único animal que não aceita ser o que é!

    Rompa o vício com a maior de todas as drogas: a ilusão de ser feliz.

    Descubra por fim que: a vida não te pertence, ela é uma meio pelo qual voce se expressa, que a morte é um intervalo entre um momento outro dessa infinita expressão, e que o medo é apego, que o amar estar vivo é egoísmo.

    Amar a vida eterna ou Deus é única forma de libertação.

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