NÓS, OS INVENTORES.

NÓS, OS INVENTORES.

Na melhor das hipóteses,

é pura ingenuidade a utopia que idealiza o melhor dos mundos

com nossa humanidade vivendo

em sujeição aos preceitos e leis da natureza.

Na pior das hipóteses,

há algo de sinistro nessa utopia, já que renega a própria essência

sem a qual não mereceríamos nos chamar de humanos.

Nós não somos seres sujeitos à natureza,

possuímos uma margem de manobra

que se entende como livre arbítrio

e que funciona criativamente na prática.

Por isso, viver ajustados aos preceitos naturais

não é nosso destino, estamos aqui para inventar.

A discussão sábia consiste em aprendermos

a executar a criatividade com mestria,

para que todos os reinos, visíveis e invisíveis,

se beneficiem com ela.

A ingenuidade é poética,

mas se levada à sério demais serve a interesses sinistros.

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Toda suspeita é em si mesma enganosa, por isso devem todas ser confirmadas ou erradicadas com a maior rapidez possível. É que se você fica cozinhando-as por tempo demais se arrisca a se convencer delas para sempre.

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Faça da busca por segurança um meio de descanso e sossego e não um destino em si mesmo. Aproveite a medida de segurança enquanto essa acontecer, mas permaneça consciente a respeito das turbulências constantes da atualidade.

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Por trás da aparência assustadora de certas condições da atualidade reside a oportunidade mais fabulosa de todos os tempos para sua evolução pessoal. Só falta você metabolizar seu medo e passar através desse.

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As tantas e variadas coisas que você já percebeu que poderiam ser feitas de forma diferente e melhor precisam ser colocadas em prática. Apesar das limitações e adversidades, inicie o processo de renovação.

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Que as coisas mudem não é nada além do processo natural da vida. Toda mudança, mesmo a que não o pareça, tem por pano de fundo o aprimoramento constante que a vida exerce sobre todas suas expressões.

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Por enquanto evite preocupar-se excessivamente com que as coisas sejam concluídas. É melhor preservar tudo em movimento do que ocupar-se com a conclusão que, agora, não seria possível, ainda que desejável.

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Veja a história do mundo e comprove que nenhuma conquista foi eterna, todas as coisas mudam ao longo do tempo. Tenha isso em mente quando fizer conquistas, para preservar o mínimo de humildade que garante a dignidade.

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Os assuntos familiares, ainda que complexos e difíceis de resolver, não devem ser tratados com desleixo ou enfado. É que todos trazem consigo a oportunidade de sua alma compreender o valor de pensar grupalmente.

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Nunca se conquistará verdadeiro bem-estar com todas as pessoas pensando em si mesmas e manobrando exclusivamente com essa intenção. Só haverá verdadeiro bem-estar quando as pessoas pensarem no bem-estar comum.

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A vida é uma aventura, ninguém pode negá-lo. Em tempos que teoricamente seriam perigosos, recomendável seria recuar e ficar quieto, porém, mesmo assim a alma deseja empreender e se lançar na direção de novidades.

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As limitações são subjetivas, mas isso não as torna menos reais. Em pensamentos sua alma constrói as limitações e em pensamentos terá de superá-las também. Isso leva um tempo, mas com boa vontade a vitória é garantida.

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Faça amizade com os hábitos cotidianos, com aquelas pequenas coisas da vida diária que levam em seu ventre a potencialidade de fazer enorme diferença. A saúde não depende de grandes manobras, mas de hábitos.

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Fonte: Quiroga..

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~ por arauto do futuro em agosto 28, 2011 domingo.

6 Respostas to “NÓS, OS INVENTORES.”

  1. Com certeza, não somos animais, apesar da roupa animal, temos consciência, e ela serve para orientarmos o que é fluxo natural, dentro de uma perspectiva criativa e sábia, que não fere os princípios eternos: amor, verdade e justiça, bem compeendidos e aplicados.

  2. A estratégia trevosa que existe para manter-nos quietinhos em estado de agonia e consumo inútil das energias é o seguinte:

    – Não encontrar algo que dê significação em viver e fazer aqui e agora (aquilo que verdadeiramente te interessa) e ir, aos poucos, rendendo-se à apatia;
    – Ter certeza que o mundo é ruim, sendo que ruim é nossa apreciação dele;
    – Sempre encontrar um culpado para temer e odiar;

    Como essa regra de três torna a vida insustentável, vem então a quarta diretriz:

    – Encontre subterfúgios: consuma, ou consuma-se! Tanto faz se você vai consumir uma idéia, um sonho erótico ou um produto. Importa é ter a postura predatória ativa, muito antes da construtiva/criativa, mesmo que seja na própria carne!

    Bom, isso pode funcionar, mas em si é uma doença para jamais decifrar a própria origem e os verdadeiros motivos particulares e coletivos que cada um tem para estar aqui. É desplugar-se da vida e da vida de tua vida, da tua única e verdadeira riqueza de possibilidades e acontecimentos, e é a morte, no sentido mais completo que se pode imaginar, pois é morte que se dá com o coração ainda pulsando.

    É algo que distorce até o verdadeiro papel da morte, que é aniquilar o que é velho e ultrapassado, para dar lugar ao novo que se alimentará das cinzas da experiência passada. Sim, essa experiência já teve seu tempo, sua validade. Viveu enquanto era dinâmica e criativa, começou a morrer quando se enrijeceu e perdeu a possibilidade de transformar-se.

    No mundo da manifestação, tudo tem prazo de validade, exceto o que emergiu de cima, porque faz parte da arquitetura do Eterno.

  3. Ali é que me refiro Beijamin.

    Bem no início do teu texto. A parte de baixo sem dúvida expressa com profundidade a compreensão sobre o aspecto externo da manifestação.

    Mas no início existe um grande segredo, “a estratégia trevosa” a que se referes.

    Existem duas possibilidades, uma de ser um processo natural e inevitável, outro e a que faz parte de um projeto por nós ainda não compreendido.

    Mas, nas duas persiste uma pergunta: até que ponto nossa consciência é livre, até que ponto parte deste limite ou capacidade de transmutar-se estaria preso, aqui sim é cabível, ao nosso tronco reptiliano cerebral?

    Tenho observado as biografias de alguns seres humanos de destaque, e te digo, todos sem excessão, morreram da mesma forma: sós e em profundo mistério deste ainda insondável momento.

    Ai então, talvez, somente talvez, a palavra mais adequada seria depuração ao invés de evolução.

    Cada um de nós faria parte individualmente neste processo de depuração planetária, e a nossa percepção da evolução individual que temos durante a vida tem de ficar em segundo plano.

    Por isso disse no outro post sobre o Dia difícil, que nós os desbravadores, sabemos com profundidade que pagamos um preço, deliberadamente, ao nos auto-iniciarmos perdemos o direito do véu sobre este fino verniz que cobre a realidade.

    Somos degraus voluntários e conscientes deste processo, e a nós cabe somente a condescendência as falhas humanas de nossos irmãos.

    O tema é por demais complexo, e é claro que a grande conteúdo implícito nas minhas palavras, mas deixo por conta da capacidade de “viajar” de cada um.

  4. Queridão, meus bons dias e noites, hoje tomei até um mate e lembrei de Concórdia e do friozinho bom de lá.
    O que vejo que rola é o seguinte: a treva pode até fazer parte de uma arquitetura que a gente não conhece completamente, já tive miração em que os anjos bebiam literalmente as trevas e a gente sabe que tudo se apóia no seu oposto, a luz nas trevas.
    Mas se apóia de que jeito? Alguém tem que mandar na parada, um pólo apenas pode dirigir o outro, os cavalos não tem condições de serem cocheiros.
    Então o que a gente vê é isso, dentro e fora da gente: cavalos sendo cocheiros. Tenho certeza que isso não fazia parte do plano.
    A coisa toda extrapolou, algum jacaré entrou nesse lago.
    E agora a gente tem que lidar com isso, porque já estamos no estômago do bicho.

  5. Sim poderíamos dizer então que já nascemos na barriga dele então.

    A questão é que tentamos manter o equilíbrio entre estes dois binários: vida e morte, bem e mal. Todo em nossa vida girará em torno deste dilema: equilíbrio dos binários.

    Embora sejamos tão bem constituídos, nos julguemos tão fortes, embora imaginemos que somo tão sábios, ao mesmo tempo, somos extremamente frágeis, uma agulha provoca sensações de dor, um pequeno projétil de arma .22 pode nos matar, porque? Porque somos matéria, e neste veículo a imperfeição e o binário oposto. Por isso prazer e dor, alegria e tristeza são tão importantes para nós.

    A questão das inúmeras possibilidades que encontramos em manter om possível equilíbrio é imperfeita e passível de erros.

    As questões comentadas a respeito de teorias de conspirações, 2012, é tudo apenas mais uma das possibilidades imaginadas, que podem se tornar realidade ou não, pois a lei da analogia também nos diz que: o que está acima é reflexo do que está abaixo, ou para quem entende o signicados das egrégoras entenderá porque somos co-criadores da nossa realidade.

    Estamos sós no universo, e isto é causa de uma dor muito profunda na alma, que não consegue compreender sua importância. Se somos um universo em expansão, e não compreendemos as infinitas dimensões do universo, é porque pela lei da analogia somos infinitamente pequenos, e o que isso nos diz? Nos diz que somos o início do universo.

    Por isso, se somos tão frágeis e tão pequenos, tão limitados pela matéria, é porque não deveríamos ser como somos?

    Porque não podemos aceitar que Deus faria criaturas imperfeitas, sendo ele o oposto.

    A única explicação, seria a interferência do tal bicho, que seria o binário oposto da perfeição divina.

    Tudo que vemos, tudo que sentimos, seguem uma caminho, o feedback da vida, buscando o progresso, as soluções que encontramos para este mundo partem deste princípio.

    Aqui no sul, na cidades de Rio Grande a praça Tamandaré, onde tem uma estátua em bronze de dois leões, em tamanho natural, são idênticos e “iguais”, simbolizam dois binários, só que um está deitado sobre os pés do que está em cima dele, significam dois binários, um se sujeitando ao outro em prol de um bem maior, o progresso.

    A vida permeia o universo, o sexo nada mais é que a ânsia da vida por si mesma, e a morte é o fim que mantem esta ânsia vivia, sem ela não haveria manifestação.

  6. Só espero que me perdoem o meu jeito de escrever, aos saltos, trancos e barrancos……. mas tenho bons motivos para isso, tem 2 anos

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