O DESAPEGO É A ÚNICA PROTEÇÃO.

O DESAPEGO

É A ÚNICA PROTEÇÃO.

A esta altura,

melhor se convencer logo de que não é nada importante,

mas contraproducente,

tentar preservar a normalidade.

O fim do ano com suas festas tradicionais

está mais próximo do que parece, porém,

as festas do ano passado parecem ter acontecido ontem,

de tão rápido que o tempo passou.

Eis um exemplo de que a normalidade não mais existe

e que é contraproducente se esforçar para sustentá-la.

Sair às pressas para resolver presentes de fim de ano

e organização de celebrações não seria sábio.

Você pode fazer tudo isso dentro do limite da necessidade,

mas com a alma desapegada dos resultados,

faça apenas pelo cumprimento do dever,

pois se a ansiedade intervir a decepção será enorme também.

O desapego é a única proteção.

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Prestar atenção e fazer tudo bem feito nos mínimos detalhes é tarefa de quem gosta do que faz, ou de quem reconhece que essas atitudes evitariam que no futuro o trabalho tivesse de ser repetido até ser bem feito.

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Seria impossível solucionar em duas ou três tacadas o que foi provocado de forma sistemática ao longo de muito tempo. Melhor livrar-se o quanto antes dessa fantasia e continuar insistindo no árduo caminho de recuperação.

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Todas as dúvidas podem ser superadas, mas você precisará confiar nas sensações que agitam seu ventre e que produzem revoltas interiores justo no momento em que aparentemente tudo seguiria um caminho sensato.

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Nada deve ser dado por sabido, tudo deve ser explicado e comprovado de forma concreta. Ainda que isso seja chato e enfadonho, é necessário passar por isso, já que a tendência às confusões anda a mil por hora.

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Colocar em dúvida suas próprias razões libertará você do labirinto construído pelas certezas. Você não precisa dar o braço a torcer, mas você precisa imaginar que haja vida inteligente além de suas certezas.

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O prazer é divino, a dor é infernal, o ricocheteio constante entre essas duas condições é normal. Só quem transcende essa dinâmica pode considerar-se verdadeiramente livre. Todas as outras pessoas são apenas normais.

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Talvez você acabe dizendo o que não deveria dizer e isso provoque uma confusão difícil de conter. Porém, considere que talvez um desígnio superior ao da razão tenha sido colocado em marcha nesse momento.

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Há coisas que demoram tanto para dar resultados que a alma cai na tentação de abandoná-las ou de intervir para acelerar o processo. Porém, nada se pode fazer a não ser respeitar o tempo que lhes seja inerente.

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Apesar de sua vontade de dar fim a certas questões, seria necessário aceitar as próprias limitações que, inclusive, mostram o caminho mais sábio: permitir que o tempo faça seu trabalho sem atrapalhá-lo.

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O idealismo alheio pode ser perturbador, já que produz desordem e desconsidera racionalmente todas as questões que poderiam tornar o caminho um fracasso. Porém, seu entusiasmo é irresistível e não se pode detê-lo.

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As fantasias que na imaginação prometem libertar sua alma dos constrangimentos e limitações da atualidade podem resultar no endurecimento dessas condições. Melhor continuar pelo seguro caminho do esforço.

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As demonstrações de força que outrora serviram para você impor a ordem deixaram de ter eficiência e seria melhor abandoná-las o quanto antes, podem tornar-se contraproducentes. Deixe que o tempo faça seu trabalho.

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Fonte: Quiroga.

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~ por arauto do futuro em outubro 31, 2011 segunda-feira.

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