A ÚNICA CERTEZA.

A ÚNICA CERTEZA.

O amor é a consciência que integra o Universo,

a dádiva graciosa que promove a circulação de todo progresso

e que, na sua mais elevada expressão,

vence a morte e renasce a consciência da eternidade.

Todos chegaremos lá, essa consciência é nosso destino.

Enquanto não for assim escolhemos o fio da navalha,

mediante o qual experimentamos os extremos de prazer e dor

que fortuitamente despertam a suspeita

de haver Algo Maior em andamento.

Esse caminho é muito longo

e os equívocos praticados nesse são extensos, porém,

se reduzem todos ao mesmo,

em vez de amar nossos semelhantes

os tratamos como objetos que usamos

de acordo com o interesse eventual.

Sujeitos, contudo, não foram feitos para ser usados,

mas amados.

Se você ama os objetos e usa os sujeitos,

você vive apenas com uma certeza, a morte.

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Dificilmente as pessoas conseguem cumprir a palavra que empenham, a maioria delas nem faz isso por mal, apenas porque são dispersas mesmo. Caberá a você ser a influência de firmeza que elas precisam.

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Este é um bom momento para você concluir alguma situação que não seja de seu interesse continuar, incluindo-se nisso os relacionamentos. Concentre seu poder de tiro naquilo que seja contrário ao bem-estar.

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As lindas idéias que comovem você precisam ser testadas no crivo na realidade concreta, pois se não forem realizáveis melhor será descartá-las sumariamente do que continuar se embalando com uma beleza fantasiosa.

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Nos momentos exaltados o risco maior é dizer coisas que teria sido melhor continuar calando. Por isso a necessidade de se controlar, para que a emoção do momento não faça você jogar no lixo semanas de esforço.

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Ninguém quer dividir riscos e prejuízos, porém, só assim as coisas sairiam do lugar em que se encontram. Sua alma parece disposta a fazer sua parte, agora só falta convencer as outras pessoas a fazer a delas.

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Sempre parecerá que o bem-estar depende da satisfação desse ou daquele desejo. Porém, por trás de todo desejo acena a frustração também, o que indica que o caminho dos desejos não seja o melhor provedor de bem-estar.

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Atitudes baseadas em informações sigilosas não poderiam ter bom resultado se envolverem pessoas que ignoram tais segredos. A vantagem conferida por essas informações é fantasiosa, tenha cuidado ao lidar com essas.

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Esforço será sempre necessário, ainda nós não sabemos dominar a arte da levitação e nos vermos livres da força gravitacional. Porém, nem todo esforço responderá a uma necessidade real, às vezes alguns serão inúteis.

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Empreender o sagrado caminho de realizações materiais e espirituais deve ser um ato preservado de fantasias e ilusões. Perseguir quimeras não é, definitivamente, algo que faça sentido nesse caminho sagrado.

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Há sensações que traduzem com exatidão os acontecimentos em andamento e servem como profecias também. Porém, nossa humanidade nunca se acostumou a levá-las a sério, pensa que tudo deve ter a razão como base.

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Há coisas que não se pode dividir com ninguém, independente de quão íntima seja essa pessoa ou se sinta no direito de exigir de você transparência total. Na prática, continuará havendo coisas que não se pode dividir.

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Seu descanso não depende de gastos nem de fazer esforços extraordinários, apenas de relaxamento e despreocupação. Por isso, encare com cautela a idéia de empreender atividades que dissipem a energia vital.

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Fonte: Quiroga.

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~ por arauto do futuro em novembro 17, 2011 quinta-feira.

Uma resposta to “A ÚNICA CERTEZA.”

  1. Compreendo que é verdade o que está escrito acima, de fato o amor bem compreendido e bem aplicado é algo muito maior e transcendente do que nos é ensinado a supor.

    Ele requer coragem, sinceridade, compaixão e o entendimento da riqueza oculta em cada ser humano, eclipsada por toneladas de entulhos pouco nobres. Requer clareza a respeito de si mesmo, e das intenções que verdadeiramente nos dominam antes de cada movimento e ato, requer saber perdoar a ignorância alheia e aprender com a própria ignorância, requer tremer-se de indignação diante da injustiça e preparar o terreno para que a justiça seja viável, requer paciência e o entendimento do tempo certo das coisas. Também é não temer a morte ou o que quer que seja, porque o medo não cabe aqui.

    Realmente não tem nada a ver em ficar dependente das disposições emocionais e prazeres que outro ser possa te conferir, é antes de tudo uma auto-suficiência embasada na consciência de que somos únicos, porém unidos por uma teia invisível (por enquanto) a todas as outras singularidades, sejam elas humanas, animais, vegetais ou minerais, porque em tudo há vida e disposição, embora pareça o contrário.

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