A PERCEPÇÃO DO TEMPO

 A  PERCEPÇÃO DO TEMPO.

Sim, as festas de fim de ano estão novamente aí,

confirmando essa estranha sensação

de que o tempo anda passando

mais rapidamente que o habitual.

Muita gente ainda não se recuperou das festas do ano passado

e já precisa se organizar para as atuais.

Certamente o tempo não passa mais rápido,

é a percepção da realidade que mudou

e por isso nos parece o que parece.

O excesso de acontecimentos visíveis,

mas principalmente os invisíveis, subjetivos,

torna a alma de nossa humanidade congestionada,

sem plena capacidade de compreender o que acontece,

já que não digere bem as circunstâncias

e nem percebe as tendências.

Ou talvez porque prefira não aceitar as tendências que percebe,

já que desenham um futuro no qual

nada do que foi até aqui se repetirá e, como sempre,

o desconhecido provoca aquele temor atávico.

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O espírito de competição é nocivo aos relacionamentos. O futuro não depende mais de competição, nossa humanidade se distanciou o suficiente do mundo animal para inventar uma civilização baseada na colaboração.

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Você não precisa que outras pessoas apontem o dedo acusador em sua direção e acusem os erros que tiver provocado. Sua própria alma se encarregará disso e será tormento suficiente para motivar uma atitude reparadora.

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A intuição sempre se confundirá com a perspectiva de confiar em qualquer coisa que passar pela cabeça. Porém, uma forma de distinguir a intuição sem lugar a dúvida é que essa sempre conduzirá a tomar atitudes dignas

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Os prazeres são tentadores, os deveres são enfadonhos; assim é a regra geral de nossa humanidade. Contudo, se você fizer o que você gosta os deveres serão tentadores enquanto os prazeres serão motivo de dispersão.

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A insegurança provoca acidentes e motiva respostas agressivas completamente desproporcionais ao estímulo que as fez surgir. A insegurança é um estado de ânimo que ninguém assume, mas todos experimentam.

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Prefira a simplicidade. Neste momento haverá vários assuntos que poderiam ser encarados através de argumentações complexas, pois pareceria sensato fazer assim. Porém, isso só conduziria a nada. Prefira a simplicidade.

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Solte todas as amarras e perdoe sua própria alma pelos eventuais erros cometidos. Assim, com a alma livre de penúrias desnecessárias, inicie uma nova etapa de desenvolvimento. Livre para começar de novo.

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Nada será demais, nunca! Se algumas situações parecerem demais para você administrá-las, pense logo que se você não pudesse encará-las nem sequer teriam ficado em seu caminho, nem tampouco você estaria aqui lendo estas linhas.

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Manifeste a verdade, mas só se isso for motivo de suavidade e equilíbrio. Nenhuma verdade que tenha de ser expressa através de atitudes agressivas serviria ao propósito inerente de toda verdade, a libertação.

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Tenha compaixão pela sua própria alma, não se estenda demais no exercício de ficar se culpando por ter errado nisso ou naquilo. Os erros se consertam e fim da história, ao passo que a culpa propõe tormento eterno.

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Sempre haverá alguém por aí tentando inferiorizar você. Normalmente, por trás dessas atitudes de suposta superioridade, intelectual ou física, sempre se esconderão almas temerosas e cheias de moralismos.

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A desconfiança é moeda corrente dos relacionamentos sociais, mas isso é amostra da falta de saúde de nossa civilização. Só através da confiança é que as pessoas podem ter mínima segurança de bem-estar e prosperidade.

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Fonte: Quiroga.

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~ por arauto do futuro em dezembro 11, 2011 domingo.

Uma resposta to “A PERCEPÇÃO DO TEMPO”

  1. Na verdade, a percepção do tempo é equivalente à percepção que cada um tem de si mesmo e dos acontecimentos que o cercam. Como somos condicionados e acostumados a ter uma apreciação rápida e, portanto, cada vez mais superficial de tudo, o tempo nos parece passar mais rápido.

    Mas é nossa atenção que se tornou mais preguiçosa no ato de se fixar atenta e pacientemente em algo para qualquer elaboração mais profunda ou abrangente. O estado chamado contemplativo, próprio para agregar consciência – que é nossa real natureza – foi substituído pela avalanche de pensamentos e informações que pouco têm a ver com nossa vivência do presente momento.

    Recheios ambulantes de idéias perambulantes. Por isso dizem que o homem anda para não chegar em lugar algum.

    Existe também a boa manobra contemplativa aplicada à si mesmo. Perceber a si mesmo é antes de tudo reconhecer sem julgamentos as próprias tendências, aceitá-las primeiramente para o entendimento de suas causas. Tendências são nomes que damos para energias atuantes, estas em si podem estar apenas equilibradas ou desequilibradas, em falta ou excesso. Conhecendo-as, podemos ir iluminando e esclarecendo esta forças que, amadurecidas, nos tornarão fortes também.

    Basta apenas um pouco de humildade e falta de julgamentos severos, o que não quer dizer condescendência.

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