É SIMPLES.

É SIMPLES.

 

Sem tomar a iniciativa de simplificar a

administração do mundo,

nossa humanidade continua se complicando

além do que algum dia poderia ter

imaginado para si.

Complicar em vez de simplificar responde a

duas causas; a primeira é a nutrida pela

soberba que não permite nossa humanidade

se retratar dos erros cometidos e

solucioná-los; a segunda, mais sórdida,

consiste em nossa humanidade se locupletar

com as complicações especializando-se nelas.

Essa vertente é sórdida porque é

a fonte de toda miséria. A administração do

mundo poderia ser simples,

todos contribuiríamos com um simples

imposto para que os servidores públicos o

apliquem no espaço e serviços públicos.

Se isso se complica e continua complicado

é porque falta vontade real

para que tudo funcione de acordo com

o espírito da verdade.

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A liberdade pressupõe que você não entre no jogo de culpados e vítimas, mas que enxergue além desse constante ricochetear de argumentos tolos que as pessoas utilizam para não assumir a responsabilidade que lhes cabe.

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A compaixão resolve tudo e eleva o tom dos relacionamentos, conduzindo todas as pessoas envolvidas a uma vida mais digna. A compaixão não precisa esperar situações catastróficas para ser manifesta.

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Deixe que as preocupações vão embora e se divirta sem pudor nem temor. Certamente há assuntos muito importantes em andamento e o bom senso manda tratá-los com rigor, mas sem leveza tudo será mais difícil que o necessário.

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Uma das raízes mais sólidas do mau humor é a de você não ter perdoado devidamente sua própria alma pelos erros cometidos em algum momento misterioso do tempo. Ainda que não detecte esses erros, mesmo assim se perdoe.

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Cuidado com o desperdício de energia, tanto pelo excesso quanto pela falta. Comer demais é um desperdício de energia, pelo excesso. Consumir sua vitalidade em circunstâncias fúteis também é desperdício.

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O mundo seria um exemplo de harmonia se todas as pessoas cumprissem seus deveres. Porém, na prática há toda uma idéia de autoindulgência em andamento, que faz as pessoas se convencerem de os deveres serem irrelevantes.

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A falta de honestidade alheia será sempre uma decepção, porque perverte as regras do jogo e torna tudo infinitamente mais complicado do que o desejável. Melhor tomar a iniciativa para que só haja honestidade.

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O que não pode ser compreendido tampouco poderá ser aceito, ninguém é tão santo ou sábio para abrir os braços e destemidamente aceitar o desconhecido. Porém, há momentos, como o atual, em que a vida só pede isso.

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A insegurança não se resolve com impaciência, essa seria apenas uma forma de mascará-la e, com certeza, não seria a melhor. A insegurança pode ser também uma forma de proteger você de atitudes fora de contexto.

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A resistência é compreensível, você ainda desconhece o que virá por aí e acha melhor se agarrar ao mundo conhecido. Porém, nada será como antes, nunca mais, o que recomenda a sabedoria de se atrever ao desconhecido.

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A vida interior será sempre solitária, pois é impossível comunicar com fidelidade a tonalidade dos sentimentos ou a complexidade dos raciocínios íntimos. O interior é solitário, mas não é triste.

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Quanto mais forte você parecer, mais as pessoas se sentirão desafiadas a atacar você. Porém, se você demonstrar excessiva vulnerabilidade atrairá também a atenção das almas perversas que circulam por aí.

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Fonte: Quiroga.

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~ por arauto do futuro em dezembro 14, 2011 quarta-feira.

Uma resposta to “É SIMPLES.”

  1. A administração do mundo poderia ser objetiva, direta, franca, aberta ao aprendizado com erros e acertos, verdadeiramente progressista, no sentido que aprende com o presente e com as experiências do passado.

    Mas para isso, as pessoas precisam valorizar o esclarecimento acima de tudo. Esclarecer-se sobre qualquer coisa é capacitar-se e abrir-se para todas as contingências e causas que acompanham um fato ou uma realidade apreciada, seja ela interna ou externa.

    Sem preconceitos, sem medo de humilhações na percepção de erros, insuficiências exageros – que são , na verdade e quando percebidos, uma oportunidade para o acerto -, procurando entender as verdadeiras necessidades que as coisas trazem.

    Coisa do tipo: o Brasil não precisa de mais polícia aparelhada pra ter segurança, precisa é de divisão de renda e salários dignos para ter segurança. Porque aí se resolvem as coisas pelas causas.

    Então, volto a dizer, a gente precisa ser mais efetivo em combater as estruturas que mantém as pessoas na ignorância, à começar pelas estruturas que já internalizamos.

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