O POSSÍVEL PLANEJAMENTO

O POSSÍVEL PLANEJAMENTO


Vivemos os tempos

insanos e ruins que nós mesmos inventamos,

este é nosso labirinto, nossa criação retorcida.

Não fomos bons o suficiente para aplicar concretamente

a sabedoria divina que nos foi transmitida,

não fomos fortes o suficiente

para sustentar os princípios eternos.

Amarga é a colheita,

mas na melhor das hipóteses é libertadora também,

nossa humanidade sempre aproveitou

os momentos de profunda crise para recuperar

sua vocação criativa e se reinventar.

Essa, porém, é a melhor hipótese, a otimista.

Vivemos o momento em que é possível planejar o futuro,

mas temos um problema,

nos esquecemos de sustentar os princípios divinos

e sem esses que tipo de planejamento faríamos?

Só mediante a obediência ao céu aqui na Terra

poderíamos planejar um futuro verdadeiramente melhor

para nós e as futuras gerações.

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Melhor teria sido não saber certas coisas, porém, uma vez que a informação tenha penetrado a mente, não dá mais para fingir que não se sabe o que se sabe. Por enquanto, a informação pesará, mas depois se tornará libertadora.

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Em vez de continuar investindo com todas as suas forças para superar os obstáculos e limitações talvez seja melhor submeter-se a essas condições e aproveitar o que de bom tragam em seu ventre. Mudar de atitude será bom.

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Cumprir deveres é a onda deste fim de ano, bem diferente do habitual, pois era de se esperar que as festividades trouxessem alívio das obrigações. Porém, se a necessidade criou essa condição, melhor submeter-se a ela.

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A formulação do desejo faz parecer que a concretização seja simples, porém, a prática se ocupa de demonstrar o contrário. O longo caminho da realização do desejo é árdua e faz parecer que o objetivo não seja satisfatório.

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Milagres podem acontecer a qualquer momento, mas para aproveitá-los ou mesmo percebê-los a alma precisa estar sintonizada e purificada, à margem dos acontecimentos que nutrem constantemente a futilidade.

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Contemplar a distância quanto as pessoas complicam o que poderia ser absolutamente simples evoca o senso de dever de sua alma. A partir daí você viverá o dilema de intervir ou de deixar tudo correr em liberdade.

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Blindar-se contra supostos perigos não é a melhor saída, é apenas a mais lógica de todas. Acontece que, neste caso, a lógica não seria eficiente para você compreender tudo que o futuro trará até a sua vida.

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Você não precisa se antecipar explicando tudo que fará, melhor iniciar a ação e deixar que as coisas se expliquem por si. Dessa forma, você evitará estresse e, principalmente, não prometerá nada que depois não cumprirá.

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O raciocínio complica e facilita simultaneamente, tudo depende de como você o usar ou de como você se deixar submeter por esse processo. Submetendo-se ao raciocínio, você se complicará, usando-o você facilitará.

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Antes de iniciar um período de descanso é necessário acelerar e o cumprimento das tarefas. Às vezes esse processo é tão intenso que a alma chega ao período de descanso completamente exausta e não consegue desfrutá-lo.

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Primeiro os deveres e depois os prazeres. Siga essa linha hierárquica de comando e verá que os resultados serão infinitamente melhores do que escolhendo a subversão. Deveres em primeiro lugar e prazeres somente depois.

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Muita coisa deve acontecer, pois diversos movimentos você fez no passado em cujo ventre vinham frutos que requereram tempo para amadurecer. Agora é o tempo da colheita de alguns desses frutos. Hora de se deliciar.

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Fonte: Quiroga.

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~ por arauto do futuro em dezembro 16, 2011 sexta-feira.

Uma resposta to “O POSSÍVEL PLANEJAMENTO”

  1. O estado mental que nos permeia, a nós todos, sinceramente, mal nos permite entender o que é um princípio, quanto mais um princípio eterno.

    Faltam as condições básicas para voltarmos a pensar em princípios necessários como linhas de força aplicáveis à realidade.

    É preciso criar este esteio, primeiramente, antes de se levantar a casa. Não é apenas um esteio de substrato filosófico, mas de infra-estrutura básica, que vai da educação, passa por melhores empregos, casa própria, aposentadoria digna, sistema de saúde eficaz, um sistema político que exija qualificação de governantes, além de um passado idôneo.

    Não adianta culpabilizar a humanidade como um todo, porque já está transformada em manada, e isso já faz parte do arcabouço da realidade há alguns milênios.

    Os poucos que entendem sobre as manobras necessárias, precisam se colocar na vida social e coletiva de modo a estabelecer estas estruturas básicas, ou pelo menos apoiá-las.

    O tempo que vivemos é o de realizações. Precisa delas. Faltam as pessoas realmente capazes de executá-las.

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