A BRUTALIDADE.

A BRUTALIDADE.

A brutalidade está à solta.

Poderia ser diferente

e nossa humanidade, depois de tantos anos

de se gabar de ter conquistado a racionalidade,

ter tornado a brutalidade algo eventual

e não a nota dominante da civilização.

Talvez seja necessário chegar ao ponto de se fartar tanto

e de se enojar tão profundamente da brutalidade que, aí sim,

se crie um ponto de inflexão e se mude a vibração.

Porém, ainda esse não é o caso,

a brutalidade toma formas abstratas

e aparentemente inofensivas,

como aproveitar o anonimato na Internet

para publicar comentários vis e degradantes.

O ciclo de brutalidade encontra alimento por todos os lados

e não se pode combatê-lo com violência, isso o fortaleceria.

O combate à brutalidade é íntimo,

cada um de nós deve se abster

voluntariamente

de participar dessa.

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Há assuntos que não se pode evitar, é necessário enfrentá-los na mesma medida em que surgirem para que não cresçam e se tornem mais difíceis do que já seriam em si mesmos. Nada pior do que protelar o inevitável.

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As exigências precisam ser ouvidas com atenção, mesmo que à primeira vista você reaja com enfado e nem queira ouvi-las. Há, por trás dessas exigências, algo importante que merece toda sua atenção e cuidado.

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Às vezes acontece que a boa vontade empenhada em solucionar um caso qualquer acaba resultando no contrário, em complicar. Isso porque a atitude foi empreendida fora da hora certa, adiantando-se por pura ansiedade.

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A boa vontade encontra muitos percalços e não seria estranho se as pessoas perdessem a paciência e ficassem tentadas a mandar tudo para o inferno. Este é um momento estranho que requer presença de espírito.

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Insistir não é o mesmo que persistir. No caso da insistência haverá sempre uma teimosia burra envolvida, que se recusa a enxergar as limitações que deveriam ser respeitadas necessariamente. A persistência não é assim.

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Alguns assuntos devem ser evitados mesmo, pois comentá-los significaria complicá-los também. Este é o momento de conter a língua e guardar os segredos para que as coisas não se compliquem. Perturbar é desnecessário.

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Ainda que você tenha idéias magníficas de como fazer tudo melhor, no momento você ainda conta com os mesmos instrumentos de sempre e com a responsabilidade de atender as tarefas com esses. Prefira a praticidade.

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Se as circunstâncias resistem a sua tentativa de dominá-las, reaja com bom humor, dê uma risada sonora para desbaratar isso que parece uma conspiração. Quanto melhor seja seu humor, mas rápido passará essa fase.

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É uma raridade as pessoas concordarem em tudo, pois mesmo que o façam elas insistiriam em entoar suas opiniões como se fossem diferentes e melhores do que já foi acordado. O egoísmo, na prática, é uma viagem na maionese.

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O impossível se torna possível através da força de vontade. Porém, essa tem de ser forte mesmo, pois todas as circunstâncias são adversas e impõem, ou parecem impor determinado rumo. A vontade, porém, está disponível.

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Onde houver pessoas haverá também ciclos alternados de concordância e discordância, mas tanto um estado quanto o outro revelará haver sintonia. Pense, não haveria discordância se não houvesse interesse mutuo.

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Fonte: Quiroga.

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~ por arauto do futuro em janeiro 24, 2012 terça-feira.

Uma resposta to “A BRUTALIDADE.”

  1. O principal é não permitir que a brutalidade e irracionalidade promovidas nos acontecimentos exteriores sejam introjetadas na alma, passando a fazer parte da constituição íntima da mesma.

    É muito mais fácil sugestionar e comandar uma manada embrutecida, empobrecida e sofredora, do que seres que buscam a todo custo a firmeza do próprio eixo.

    Ah, sim, estamos sendo bem atacados no astral por forças bem preparadas que só esperam uma brecha que seja, uma falha de caráter e um pensamento fraco. A partir dessa brecha, abrem um rombo na alma que poucos conseguem emendar novamente.

    Todos estes seres que fazem parte das chamadas falanges do mal, na verdade já foram pessoas íntegras que se deixaram contaminar e traumatizar pela maldade alheia.

    “A todo aquele que sofre, eu incentivo o perdão” é a mensagem que nos vem à mente, mas o perdão não é de forma alguma amigo do esquecimento, a gente oferece a “outra face” para não nos contaminarmos com a ignorância reinante.

    Os olhos continuam bem abertos e atentos, estamos em batalha encarniçada pela nossa própria alma. Se há algo nesse mundo de maior valor, eu desconheço, porque tudo aqui passa e está sujeito à deterioração, mas a verdade não pode passar, porque ela é a própria composição íntima do universo.

    Se tua alma tem verdade, – e ela com certeza tem – (porque é uma filha radiante do universo) conheça-a e se segure nela. Não há mais nada que valha a pena na atual conjuntura.

    Tem um hino que não me sai da mente:

    Tomei uma direção/ e para não perder meu rumo/ é que sempre peço à meu Pai/ o meu equilíbrio em prumo.

    Quem seguir nesta jornada/ com amor no coração/ encontra com o Pai Eterno/ e a Virgem da Concepção. (…)

    Chegamos nesta balança/ da Santíssima Providência/ Aonde se colhe o irmão/ se render obediência.

    Entramos em julgamento/ Tornei tudo esclarecido/ E vejo muitos irmãos/ Seguindo esmorecidos.

    Em todo estudo que faço/Sempre tomo uma decisão/A todo aquele que sofre/ eu incentivo o perdão.

    A hora está chegada/ De cumprir o seu juramento/ E de esperar a Estrela/ Que traz o subjugamento.

    Quem quiser correr que corra/ Só quero quem me convém/ É ordem do Nosso Pai/ Que não engana ninguém.
    (Pad. Alfredo)

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