O PRINCÍPIO DA MALDADE.

O PRINCÍPIO DA MALDADE.


Não são todos os que estão, nem estão todos os que são.

Essa frase que outrora servia

para descrever os humanos internados nos manicômios

pode muito bem descrever a política mundial da atualidade.

A mistura é complexa e não se pode mais recorrer

a um maniqueísmo simplista mediante

o qual possamos arquivar todos os malvados

em certos partidos e todos os bonzinhos em outros.

Os ensinamentos perversos feitos princípios obsoletos

e a crueldade que nossa humanidade é capaz de cometer

em nome deles são questões que surgem cotidianamente

em todas as famílias, empresas e instituições governamentais.

Lidar com elas sabiamente

para conduzi-las a um mundo melhor

é responsabilidade de todos,

independente de partidos políticos e ideologias.

Separar o mundo em fatias é o princípio da maldade.

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Mesmo que as circunstâncias teimem em contrariar seus movimentos e suas iniciativas, ainda assim será propício você continuar tentando. No mínimo, esse será um inestimável exercício de teimosia e perseverança.

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O entusiasmo pode ser enganoso na atualidade, porque a alma sabe que as perspectivas são infinitamente mais restritas do que a publicidade apregoa. Melhor continuar pisando em terreno firme e tomar atitudes sensatas.

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Tudo é muito aéreo, muito desprovido de base sólida para que a alma sinta aquela mínima dose de segurança que alimenta a esperança e dá força para continuar tomando atitudes atrevidas. É o que temos, por enquanto.

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O panorama é complexo e nenhuma atitude resolverá por si só a questão toda. É tentador continuar em busca dessa solução mágica, mas em nome do bom senso seria melhor que você não caísse nessa tentação.

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Sua verdadeira família é a turma de seres humanos que se identifica com seus mais íntimos pensamentos e ideias. Encontrar essa turma é uma busca sagrada, a vida inteira terá valido a pena quando a tiver encontrado.

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Como o medo anda circulando com mais força do que o habitual, você não receberá apoio das pessoas para seus projetos mais ousados, mas advertências, críticas e conselhos aparentemente sensatos para você se acalmar.

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Este é um daqueles momentos em que os pensamentos e desejos mais íntimos e secretos tendem a se tornar transparentes. Por isso, se você achar que isso seja inconveniente, então é recomendável andar com extrema cautela.

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Tudo seria infinitamente mais fácil se as pessoas se ajudassem mutuamente, porém, o normal é que aconteça o contrário, que todas as pessoas, intencional ou inadvertidamente, se atrapalhem e dificultem a vida umas das outras.

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A disciplina faz toda a diferença do mundo. Parece chata, parece um castigo, parece perda de tempo, porém, no fim das contas somente ela poderá fazer com que você atinja seus objetivos mais ousados. Encare essa.

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Seria tudo mais simples se os ingredientes não fossem pessoas. Seria mais simples porque você poderia confiar em que seus movimentos fossem seguidos à risca. Porém, como as pessoas têm idéias próprias, fica tudo imprevisível.

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Considere com seriedade a perspectiva em curso, pois não seria sensato tomar atitudes tentando simplificar o que, na prática, é complicado mesmo. O atrevimento é virtuoso, mas neste momento seria um erro agir assim.

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Fonte: Quiroga.

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~ por arauto do futuro em fevereiro 28, 2012 terça-feira.

3 Respostas to “O PRINCÍPIO DA MALDADE.”

  1. Todos sabem que o meio, a cultura e o momento histórico, com seus paradigmas, determinam muito o olhar e escolhas humanas, quando não direciona o próprio caráter de um indivíduo.

    Um meio baseado na desigualdade, na competição, na exploração, desinformação e na impunidade dos poderosos não pode gerar uma humanidade capaz de se reformar ou sequer atentar a algo que verdadeiramente preste.

    A questão me parece a seguinte: ou o sistema atual cai, e é bom que a gente faça alguma força pra isso – ou a humanidade despenca de vez.

    Eu vou andando pelo meu caminho
    E vou prestando toda atenção
    Pois as margens dessa bela estrada
    São as trevas do palácio da ilusão

    Eu vou cortando o mato bem baixinho
    Com a licença da Rainha da Floresta
    Tirando todas essas ervas daninhas
    Pro Rei Jagube crescer bem mais depressa

    (…) (Alex Polari)

  2. O homem tem o mal em si meu amigo Beija, tá entranhado no dna miscigenado com o dna demoniaco… ele mata, pica, remoí, destroí, estraçalha, rouba, ameça, corrompe…. nas mais insignificantes manifestações do ser….e quando ele chega ao poder isso se amplifica e torna-se algo ameaçador, pois poe em risco um grande número de pessoas. Por quando cobramos “dos que nos governam” um comportamento adequado e compatível com o desejo de igualdade e justiça….. fingimos esquecer que a grande maioria de nós não pratica isso…. apenas uma minoria consegue extirpar do seu Eu o mal….. mas este é o preço de viver em sociedade….. “todos são iguais”.

    A Força e a Justiça…..

    É justo que o que é justo seja seguido e é necessário que o que é mais forte seja seguido.

    A justiça sem a força é impotente; a força sem a justiça é tirânica. A justiça sem a força é contestada, porque há sempre maus; a força sem a justiça é acusada.

    É preciso portanto pôr em conjunto a justiça e a força, e, por isso, fazer com que o que é justo seja forte, e o que é forte seja justo.

    A justiça está sujeita à disputa, a força é muito reconhecível e sem disputa.

    Assim não se pode dar a força à justiça, porque a força contradisse a justiça e disse que era injusta, e disse que era ela que era justa.

    E assim, não podendo fazer com que o que é justo fosse forte, fez-se com que o que é forte fosse justo.

    Blaise Pascal, in “Pensamentos”

    O forte pode vir a ser ser justo dentro de certos conceitos, mas bondade e amor definitivamente não se incluem nestes.

    Ou mal é um acidente ou consequencia evolutiva, ou é algo propositalmente incluído em nossa existência…. se é um acidente evolutivo, pois a consciência teve de se manifestar numa forma primitiva e animalesca…. conclui-se que não existe um inteligencia divina por trás da criação…. o que é uma mentira diabólica.

  3. perdoe-me as delongas querido Arauto, mas eu incluiria no meu comentário anterior:

    Agora pergunto-lhe: o que podemos esperar do homem enquanto criatura dotada de tão estranhas qualidades? Faça chover sobre ele todos os tipos de bênçãos terrenas; submerja-o em felicidade até acima da cabeça, de modo que só pequenas bolhas apareçam na superfície dessa felicidade, como se em água; dê a ele uma prosperidade económica tamanha que nada mais lhe reste para ser feito, excepto dormir, comer pão-de-ló e preocupar-se com a continuação da história mundial — mesmo assim, por pura ingratidão, por exclusiva perversidade, ele vai cometer algum acto repulsivo. Ele até mesmo arriscará perder o seu pão-de-ló e desejará intencionalmente o mais depravado lodo, o mais antieconómico absurdo, simplesmente a fim de injectar o seu fantástico e pernicioso elemento no âmago de toda essa racionalidade positiva.

    Fiodor Dostoievski, in “Notas do Subterrâneo”

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