SORDIDA

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Sórdida

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Nossa humanidade tem

uma queda pelo sórdido,

adora, por exemplo,

pagar para assistir a

um filme que a faça

sentir medo e conduza

sua mente por

labirintos sinistros.

Essa seria, porém, a

manifestação inofensiva

de sua queda pelo sórdido.

O problema consiste em

que ela mesma se dedica

a criar esses labirintos

intrincados mediante os

quais se dissemina

miséria e se empurram

problemas enormes aos

semelhantes em nome

de bons negócios ou

de satisfazer desejos

particulares. Em poucos

casos, afortunadamente,

a sordidez derrama

sangue e atenta contra

os básicos princípios que

tornam nossa espécie

merecedora do nome humano.

Hoje parecem se reunir

todas as condições para

que os aspectos mais indignos

e indecentes se manifestem.

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A paciência é pouca e a necessidade de dizer coisas importantes é enorme. Essa combinação cria um cenário nada harmonioso, mas que pode ser edificante, se conduzido com sabedoria. Afinal, harmonia é conquista.

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Observe o grau de leveza que se desenvolve no ritmo cotidiano. Se o resultado da observação for que a leveza brilha pela ausência, então se concentre nessa questão, pois sem leveza cotidiana tudo o mais está comprometido.

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Ter tudo sob controle seria impossível, mas valerá a pena todo esforço nesse sentido, considerando o teor das circunstâncias em andamento. Nada de deixar as coisas rolando soltas, você precisa se concentrar nelas.

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Separar o joio do trigo é necessário, pois transferido este conselho proverbial aos relacionamentos resultará em você conseguir ter mais próximas as pessoas que ajudam e se distanciar das que dificultam.

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Independentemente de haver condições propícias ou não, será necessário intervir nos acontecimentos em nome de as coisas não se degradarem a ponto de não ser possível nenhuma recuperação no futuro. Intervenha.

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É impossível compensar em um momento o desequilíbrio que dura meses, talvez anos. Por isso, ainda que tenha motivo para se iludir com que uma atitude firme mudaria a história, veja isso com cuidado.

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Continuar conduzindo as coisas na direção de seus anseios não será nada fácil, porém, se você se atrever a se despir da necessidade de contemporizar e tomar as atitudes duras que o momento requer, então o movimento ocorrerá.

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Recursos e objetos podem ser protegidos, porque são inertes e não reclamam. Proteger pessoas é muito mais complicado, porque elas podem achar que a proteção limita a liberdade, o que as levaria a reclamar por isso.

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A antiguidade de certos relacionamentos não os torna mais importantes do que outros, que, apesar de novos, trazem consigo uma perspectiva muito mais profunda e realizadora. Acomodá-los em sua vida será a questão.

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Apesar de não haver condições favoráveis, será legítimo forçar as coisas para que seus desejos sejam realizados. Há dias, como hoje, em que a lógica do bom senso não se aplica, sendo necessário apelar para outros recursos.

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Há coisas que teria sido melhor não saber, porém, uma vez conhecidas, ainda que revelem um panorama que lhe desagrada, pelo menos servirão também para começar a tomar as medidas que conduzam à libertação.

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Permita que certas coisas cheguem ao fim, pois ainda que essa condição não pareça favorecer imediatamente você, ao longo dos próximos meses você conseguirá entender que não poderia ter acontecido nada melhor.

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~ por arauto do futuro em agosto 15, 2012 quarta-feira.

Uma resposta to “SORDIDA”

  1. Como as pessoas vivem fora de sua raiz e são levadas a jamais conhecê-la, levam uma existência sem significação, recheada de contas e obrigações que nunca têm fim, dentro de um sistema que as pressiona e achata suas perspectivas. Comandadas pelas necessidades mais básicas, bombardeadas por um aparato midiático que distorce as significações, só lhes resta ter emoções viscerais através de uma programação vil, para sentirem que ainda possuem emoções que extrapolam a situação mesquinha em que se encontram.

    Assim, de acordo com uma lógica perversa, cultuam a morte para se sentirem vivas.

    Mesmo aqueles que foram preparados dentro de referências educacionais e culturais mais abrangentes, sentem dificuldades em abandonar o que está dado, quando se vêem frente a tarefa de rastrear e se empenhar por referências e atividades mais dignificantes e justas. O mar não está mesmo para os peixes.

    Felizmente, é óbvia a saturação deste sistema empobrecedor no cotidiano das pessoas, que estão realmente esgotadas. E é nesta brecha que referências mais dignas e vivificantes são chamadas a desempenhar seu papel, através daqueles que sentem a necessidade de reintroduzi-las na realidade.

    Criatividade e coragem nunca são demais para fazer frente e vencer um esquema montado artificialmente, cuja finalidade é fazer a humanidade perder a fé e si mesma e, assim, ser melhor manipulada.

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