NÓS, OS RESPONSÁVEIS.

NÓS, OS RESPONSÁVEIS.

A inquidade, que é a banalização do crime,

não é o estranho privilégio de um partido político,

de uma Nação ou de uma raça em especial,

esta catastrófica confusão é o resultado da miséria

que há em cada um de nós,

a permissividade com que tratamos

os pequenos crimes que testemunhamos

sem nos envolver para contrariá-los,

já que estávamos sempre ocupados

com coisas mais importantes.

Sem compreender o problema individual

nunca compreenderemos o processo mundial e,

por isso, tampouco teremos capacidade de conduzir

as coisas ao destino mais feliz possível.

Sendo nós mesmos os que provocamos

a miséria do mundo e sua iniquidade,

é inútil buscar um sistema político

que resolva as coisas por nós.

Sendo nós mesmos os responsáveis pelo caos,

nós teremos de transformar a nós mesmos

em entidades melhores.

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Cumpra seus compromissos, mas não se esqueça de relacionar-se bem com as pessoas que encontrar hoje. Manter o foco nos compromissos não deve tornar sua visão estreita, afinal, o que interessa mais é relacionar-se bem.

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Os prazeres que não podem ser compartilhados devem ser questionados. No mundo humano tudo se multiplica através dos relacionamentos e a interdependência necessária para que estes se desenvolvam.

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Quando suas sugestões forem rejeitadas ou passarem inadvertidas, considere que, talvez, isso não seja uma avaliação dessas, mas apenas que foram pronunciadas fora do momento oportuno. Relaxe.

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Você já experimentou na própria pela a humilhação de sentir-se inferior. Por isso, sendo consciente dessa dor, a culpa por cometer o mesmo erro com outrem será multiplicada. Ninguém tem direito de humilhar outrem.

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Nada virá em pequenas doses no momento atual, tudo tende ao exagero e desproporção. Porém, se você conduzir seus passos na direção de tudo que de bom esperaria acontecer, então o exagero não será tão ruim assim.

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Enquanto sua alma continuar apegada ao mundo conhecido nada de novo nunca acontecerá. O mundo conhecido é bom e a conquista desse foi digna de sua natureza, porém, ainda o caminho na direção do futuro é maior e melhor.

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Dominar a situação para ajustá-la às suas necessidades e anseios não deve converter-se numa obsessão, ao ponto de não lhe restar consciência para perceber o momento em que alguém próximo precisa de sua ajuda.

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Nenhuma explicação é necessária, mas demonstre através de atitudes concretas que você reconhece os erros cometidos e que fará o impossível para consertá-los. Só assim nenhuma explicação será necessária.

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Assumir tarefas que estão abaixo de sua real capacidade não deve ser motivo de sentir-se inferior. Às vezes é bom voltar a essas tarefas para ter uma idéia mais clara de o quanto custa tudo para ser feito.

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Tudo deve ser tratado com atitudes flexíveis, pois, ainda que você se convença de que suas razões são maiores e melhores, você precisa das pessoas e elas pensam por si mesmas, não são engrenagens passivas.

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Mente e coração só brigam de forma artificial, porque na verdade funcionam ao mesmo tempo, sob a mesma Vida. Ou você, por exemplo, conseguiria achar que seu fígado funciona contra os seus pulmões?

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Livrar-se de contratempos é um prazer em si mesmo. Porém, é um tipo de prazer que não deve ser buscado, já que na prática isso significaria você também buscar que os contratempos se renovem perpetuamente.

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Fonte: Quiroga

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~ por arauto do futuro em setembro 16, 2010 quinta-feira.

Uma resposta to “NÓS, OS RESPONSÁVEIS.”

  1. A gente é ensinado, nestes tempos covardes, desde pequeno, a não se envolver com aquilo que “não é da nossa conta”, mesmo que ocorra bem ao lado, e mesmo que o visto nos envergonhe, por participar de forma passiva, deixando a iniquidade acontecer, para não recair sobre nós mesmos.
    Mas o fato de presenciar e não fazer nada, visando poupar nossas peles ou aparências, já nos joga dentro no mar de lama que não gostaríamos nem de ter visto.
    Quem cala, consente.

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